[RP] Friends Till The Last Drop

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[RP] Friends Till The Last Drop

Mensagem por Mikaela Pasternack em Qua Jun 14, 2017 2:23 am

Friends Till The Last Drop

Local: Lafitte's Blacksmith Bar
Clima: 17° C, está uma bela noite, porém um tanto fria
Data/Hora: Dia 13 de janeiro, sexta-feira, 21:15h
Classificação: +16
Descrição: Nada melhor do que beber para aquecer os ossos, certo? Bem, era o que uma certa caçadora imaginava, até descobrir que teria a companhia de um bruxo metido a pirata.


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Re: [RP] Friends Till The Last Drop

Mensagem por Mikaela Pasternack em Qua Jun 14, 2017 2:27 am


A huntress walks into a bar

Ficar um pouco longe de Salem era uma alegria para mim, principalmente depois de toda a confusão que aconteceu no último evento em que estive, então não foi à toa que meu pai insistiu tanto para que eu fosse passar uma temporada em Nova Orleans, mas a ideia de deixá-lo para trás não me agradava nem um pouco. Tudo bem, ele era um bruxo poderoso e experiente, tinha sua família, os Sibley, e Abby também, mas como filha eu me sentia na obrigação de, no mínimo, insistir para que ele fosse comigo para Nova Orleans, pelo menos até as coisas se acalmarem. Não adiantou, apesar de meus protestos, Richard, vulgo meu pai, decidiu permanecer em Salem, mesmo assim, não deixou de me encher de recomendações antes que eu deixasse a cidade. Me fez prometer mil vezes que ligaria assim que chegasse e que me manteria longe de encrencas. Como assim? Será que ele não sabia que eram as encrencas que não conseguiam ficar longe de mim? Eu disse que iria de carro, afinal, sempre adorei dirigir, mas Richard - às vezes, é meio confuso para mim chamá-lo de pai - bateu o pé insistindo para que eu fosse no dito jatinho. Coisas de pai superprotetor, então para evitar novas discussões, acabei cedendo e me enfiei no modesto aviãozinho dos Pasternack rumo à Nova Orleans. A viagem foi tranquila e rápida, e conforme o prometido, liguei assim que cheguei. Tínhamos casa na cidade, por isso, não precisei ficar em um hotel.

Eu não estava cansada, então após um longo banho e um rápido jantar, resolvi dar uma volta. Sentia falta de Nova Orleans, da música tocando em cada esquina, das festas, da comida Creole, de tudo. Nasci e fui criada na cidade, portanto, a conhecia muito bem, por isso, estava animada por estar de volta a minha cidade natal, mesmo que por pouco tempo. Andar pelas ruas do French Quarter era algo que eu considerava especial, principalmente à noite. O Bairro Francês tinha uma atmosfera própria, diferente dos outros cantos da cidade, e mesmo em uma noite fria o movimento nos bares, restaurantes e ruas era incessante. Após zanzar de um lado para o outro e sem saber direito para onde ir, resolvi beber alguma coisa, já que estava frio. Acabei entrando no primeiro lugar que vi na frente, no caso, o Lafitte's Blacksmith, um patrimônio histórico que ficava em uma velha casa de esquina, no Bairro Francês. Eu conhecia o bar, mas nunca tinha estado ali, de qualquer forma, o local parecia muito interessante e estava bem animado, ainda mais para uma noite de sexta-feira 13, aliás, reza a lenda que o lugar era assombrado pelo fantasma de Jean Lafitte, um famoso corsário contrabandista do século 19. Enquanto andava em direção ao balcão, me perguntava se o ilustre anfitrião do além iria aparecer para tomar uma bebida com o bando de arruaceiros que se divertia em seu antigo estabelecimento.    

O Lafitte's não estava tão cheio, mesmo assim, precisei me espremer entre dois grandalhões para conseguir sentar no único banco vago em frente ao balcão. E já que eu estava no bar de um pirata, por que não começar pedindo uma dose de rum? Aguardei o bartender buscar meu pedido, enquanto aproveitava para fazer um reconhecimento do local, hábitos de caçadora, sabe como é. O bar tinha um teto rebaixado de madeira, aliás, tudo ali era feito originalmente de madeira velha e tijolos escurecidos. Havia quadros de navios piratas e até uma pintura com o próprio Jean Lafitte em destaque, próxima da prateleira de bebidas. Sem dúvida, um ótimo lugar para se pendurar o retrato de um pirata, ao invés de uma bandeira com um crânio e dois ossos cruzados. Na verdade, o Lafitte's parecia mais uma taverna, não era sofisticado, é claro, mas tinha seu charme, além de ser um local famoso e muito querido entre os beberrões de Nova Orleans. O bartender aproximou-se, depositando meu copo de rum sobre o balcão e sorri em agradecimento, já dando um gole da bebida, sentindo a língua ficar amarga e a garganta arder segundos depois. Já ia me perguntar como estariam as coisas em Salem e se meu pai estava realmente bem, quando uma cantoria vindo de um canto do bar chamou minha atenção. Eram cinco rapazes, três deles estavam sentados em volta de uma mesa, tocando instrumentos enquanto os outros dois estavam de pé, cantarolando alegremente entre uma bebida e outra.

A cena não poderia ser mais engraçada, na verdade, era como estar escutando um bando de piratas bêbados, cantando uma música sobre bêbados. Desviei os olhos para o copo, procurando me concentrar na minha bebida, mas era impossível não prestar atenção na música ou nos rapazes e conseguir ficar séria. Não demorou muito e a cantoria acabou contagiando metade do bar, fazendo com que as outras pessoas começassem a cantar, erguendo copos e garrafas no ar. Notei que o mais animado era um rapaz moreno que estava com os músicos, estava de pé em cima mesa e vestia preto de cima a baixo. Cantava alto, rindo e bebendo, às vezes erguendo no ar a caneca que tinha na mão e gritando com os outros no meio da música, mesmo assim, e por mais inacreditável que fosse ele parecia o mais sóbrio de todos. Era divertido observá-lo, ele parecia um personagem, tinha um ar meio excêntrico e encaixava-se perfeitamente no Lafitte's, o que me fez pensar se ele não estaria possuído pelo espírito do velho Jean. O pensamento bobo me fez rir ainda mais, esquecendo-me até da bebida à minha frente. De repente, me dei conta de que estava sendo observada também, o moreno tinha notado meus olhares e risos, mesmo assim, não parou de cantar, às vezes olhava de canto para mim, sorrindo ou dando uma piscadela. "Minha nossa, ele pensa que estou flertando com ele", pensei. Senti minhas bochechas queimarem e cravei rapidamente os olhos no balcão, tentando reprimir o riso que insistia em sair.

Virei um pouco do rum goela abaixo, fazendo caretas, até perceber que a cantoria tinha acabado. Foi então que notei pelo canto do olho esquerdo o rapaz moreno dando a volta no balcão. – Oh, merda... – Murmurei, nervosamente. Ele estava vindo na minha direção e me atrapalhei, derramando o resto do rum no meu vestido. – Por que está nervosa, sua idiota? Não é com você, ele vai passar reto. – Falei baixo, pegando um guardanapo e esfregando-o freneticamente no tecido. Notei quando alguém esticou um braço ao meu lado, a manga da jaqueta era preta e eu engoli em seco, sem coragem de virar a cabeça para ver quem era. – Mais uma caneca, Finn. – Disse a voz inconfundível do moreno, nem precisei olhar para saber que era ele. O sotaque inglês era forte e ele bateu com a caneca vazia sobre o balcão, esperando o pedido. – Hmm... Alguém está molhadinha. – O comentário descarado me fez olhar para o lado rapidamente, dando de cara com os olhos azuis do rapaz. – O que você disse?! – O encarei, chocada. – Seu vestido, teve um acidente, amor? – Ele apontou para a umidade no tecido e percebi que tinha interpretado o comentário erroneamente. Voltei a atenção para vestido e pigarreei baixinho. – Ah, pois é... É só um pouco de rum. – Expliquei, com um meio sorriso amarelo. Tive vontade de me atirar para o outro lado do balcão e sumir. – Sou Quincy. – Ele foi logo se apresentando, esticando a mão bem na minha frente. – Mikaela. – Respondi um pouco hesitante até apertar sua mão de leve, mas acabei sendo surpreendida quando ele virou meu pulso delicadamente e beijou as costas de minha mão. – Enchanté. – Respondeu com um sorriso charmoso e uma sobrancelha arqueada, algo que lhe deu uma expressão incrivelmente maliciosa. – Mas e então? Gostou da música? – Quincy perguntou, ao mesmo tempo em que empurrou o grandalhão que estava sentado ao meu lado para fora do banco. O homem desabou no chão e Quincy simplesmente sentou no lugar dele, olhando-me com a cara mais inocente do mundo. – Você o empurrou do banco. – Eu disse, mais uma vez olhando-o incrédula. – Olhe só para ele, está praticamente em coma alcoólico. – O moreno justificou e deu de ombros, no mesmo instante que o bartender colocou sua caneca cheia sobre o balcão. – Ele estava dormindo no banco. – Cheguei mais perto para que ele pudesse me ouvir melhor, afinal, tinha muito barulho ali. – E agora está dormindo no chão. – Ele riu e balancei a cabeça, acabando por rir também. – Vamos falar de coisas mais interessantes. Para começar, que tal eu te pagar uma bebida? – Mudou rapidamente de assunto, virando-se de frente para mim. 

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Re: [RP] Friends Till The Last Drop

Mensagem por Quincy Jones em Qua Jun 14, 2017 2:47 am

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Meu bom amigo Smee constantemente me perguntava quais eram as vantagens de se viver em um barco. Minha resposta era sempre a mesma: fugas. Nada mais prático e eficiente do que uma casa móvel quando se tratava de fugas de última hora. Eu sei que para a maioria das pessoas isso não é uma grande prioridade, mas acredite quando digo, para mim era. Fosse para fugir de um marido enfurecido, de um dono de bar me cobrando dívidas sem fim ou, deus me livre, de uma amante insatisfeita, o Jolly Roger nunca me deixou na mão. Além disso, era sempre uma ótima forma de se conhecer o mundo, afinal, eu tinha sangue itinerante. Cresci com o circo, viajar era uma necessidade tão básica quanto o ar que respiro. E de que outra forma eu encontraria lugares como Nova Orleans, onde fui parar depois de uma dessas minhas fugas. A cidade era o lar do Jazz, da bebedeira e de muitos outros prazeres carnais que eu tanto apreciava, o meu tipo de lugar, diga-se de passagem. Atraquei o Roger no porto e me pus a explorar, não demorando muito para me tornar íntimo da famigerada escória da cidade, é claro. Bêbados, trapaceiros e mendigos, o meu povo, me atrevo a dizer, a maior parte da sociedade os abominava, mas eu admirava-os pelo que realmente eram, sobreviventes. Havia um senso de camaradagem entre ladrões, o que eu respeitava e abraçava. Estava em Nova Orleans já fazia um mês e tinha me tornado cliente frequente do Lafitte's, onde encontrava a melhor cerveja gelada da região, além de um povinho bem curioso, mas divertido. Após um dia longo de trabalho pesado, surrupiando o que podia dos bolsos de turistas descuidados, eu e Sabine seguimos em direção ao dito cujo. Afaguei as asinhas do pássaro com carinho, ela piou manhosa e se afastou para encontrar sua própria recompensa, um prato gordo de minhocas, talvez. Assisti a andorinha se afastar antes de adentrar a espelunca e ser recebido por uma salva de cumprimentos animados. – Aye, Jones, longo dia de trabalho, sim? – Nigel, um marujo parrudo de meia idade, gritou, me dando um tapinha nas costas. Seu bafo cheirava a rum e ele já estava mais pra lá do que pra cá. – Longuíssimo, meu querido Nigel. O que acha de pagar uma cerveja gelada para um velho amigo? – Sugeri, apoiando a mão em seu ombro enquanto me sentava no lugar de sempre. – Por cima do meu cadáver, Jones. – o homem resmungou, mas mesmo assim gritou para Finn, o bartender, trazer mais dois canecos de cerveja preta.  

À medida que a noite foi caindo, mais amigos se juntaram a nós e fomos derramando caneco após caneco. Em algum momento trouxeram um acordeão e outros instrumentos para a fanfarra e Keith começou a cantar, mais parecendo um gato morrendo do que qualquer outra coisa. – Deus misericordioso, Keith, você vai estourar os tímpanos de todo mundo aqui! – a garçonete, Mercy, gritou, arrancando gargalhadas de todos nós, menos de Keith. Verdade seja dita, ele estava tão bêbado que mal entendeu do que estávamos rindo, mas se irritou mesmo assim. – Foda-se isso, cante algo melhor então! – ele gritou, babão. – Eu só canto na cama, bonitão – Mercy deu um risinho e escapou para o outro canto do bar, deixando Keith com a cara mais vermelha do que um pimentão. Todos rimos e brindamos, metade do grupo quase caindo de tanto beber. Passei o braço pelos ombros de meu amigo, confortando-o. – Eu gostei, Keith. Que tal outra música? – sugeri, começando a cantar uma velha canção de bêbado, e logo sendo acompanhado por outros colegas. – I bang on the door but she wont let me in cause you're sick and tired of me reeking of gin – cantávamos, animados. Logo o bar inteiro foi contagiado por nossa empolgação, e até Mercy cantava junto. Subi na mesa, erguendo o copo e regendo toda a baderna – Fuck you I'm drunk, fuck you I'm drunk. Pour my beer down the sink, I've got more in the trunk! – cantei, derramando um pouco de cerveja uma hora, erguendo o copo e bebendo em outras, a verdadeira imagem do marmanjo fanfarrão. Enquanto eu cantava e me divertia com meus camaradas, percebi que estava sendo observado. Sentada no balcão, bebericando um copinho de rum, estava uma morena bonitinha, tentando segurar a risada enquanto assistia a baderna que fazíamos no bar. Abri um largo sorriso quando nossos olhos se encontraram e continuei cantando, um pouco mais alto e animado, agora que tinha uma plateia, até me exibindo um pouquinho. Vez ou outra eu olhava em sua direção e lançava uma piscadela, divertindo-me ao perceber que ela estava morrendo de vergonha.

A canção chegou ao fim e cumprimentei meus companheiros de bebida em mais um brinde, virando o resto de minha cerveja. Voltei minha atenção para a moreninha, ela estava distraída virando o rum goela abaixo, mas se desajeitou ao perceber que eu me aproximava e acabou derramando a bebida em seu vestido. Resisti a vontade de rir e passei reto por ela, em direção ao balcão. – Mais uma caneca, Finn – pedi, batendo o copo na mesa. A morena estava definitivamente imóvel, talvez rezando para que eu não notasse a sua presença, mas era um pouco tarde demais para isso. Olhei para baixo com um sorriso sacana no rosto. – Hmm... Alguém está molhadinha. – comentei, deleitando-me com a expressão de choque que a morena fez. Só faltava ela cair do banco. – O que você disse?– ela perguntou, pasma. – Seu vestido, teve um acidente, amor? – apontei para a cena do crime, perguntando provocantemente.  – Ah pois é... É só um pouco de rum. – ela explicou, com um sorriso amarelo. Parecia não ter onde enfiar a cara, o que, preciso admitir, só me divertiu mais ainda. – Sou Quincy – me apresentei, esticando a mão para ela. Hesitante, a garota acabou apanhando minha mão – Mikaela – disse, esperando por um aperto de mão. Ao invés disso, virei seu pulso delicadamente e depositei um beijo carinhoso nas costas de sua mão. – Enchanté. – cortejei, com um sorriso charmoso e uma sobrancelha arqueada, cheio de malícia. Finn depositou minha cerveja no balcão e tratei de apanhá-la, empurrando o grandalhão adormecido que estava sentado ao lado da bela Mikaela. – Então, gostou da música? – perguntei, com cara de inocente. – Você o empurrou do banco. – a moreninha disse, encarando-me incrédula. – Olhe para ele, está praticamente em coma alcoólico. – justifiquei sem dar muita atenção para o outro. – Ele estava dormindo no banco. – Mikaela argumentou, chegando mais perto para que eu pudesse ouvi-la. – E agora está dormindo no chão. – dei de ombros, rindo. Mikaela acabou rindo comigo, embora balançasse a cabeça, incrédula. – Vamos falar de coisas mais interessantes. Para começar, que tal eu lhe pagar uma bebida? – sugeri, mudando de assunto e arqueando as sobrancelhas. Mikaela riu e virou a cabeça, de frente para o bar, mas percebi que suas bochechas avermelharam – Obrigada, mas eu já tenho uma bebida. – ela respondeu, bebendo o que sobrou no copinho de rum e abrindo um sorrisinho em seguida.

Aproveitei a distração da mocinha para avaliá-la. Obviamente ela era rica, isso ficava claro pelas roupas elegantes e de marca que usava e ela também se comportava daquele jeito engraçado de gente rica. Aposto que estava em Nova Orleans visitando uma casa de temporada da família, e trazia consigo pelo menos alguns itens de valor que poderiam pagar meu almoço pelo próximo mês. – Parece que mais da metade de sua bebida foi parar no seu vestido. – argumentei. – Vamos, você não deixaria um amigo beber sozinho, deixaria? – me inclinei sobre o balcão, com um sorriso malandro, e pisquei em sua direção, flertando descaradamente. – Somos amigos agora? – a moreninha provocou, me lançando um olhar de canto, fui obrigado a rir e dar de ombros. – Somos todos amigos no Lafitte's. – respondi, fingindo dar-me por vencido e apanhando minha cerveja para ir embora. Mal tinha dado um passo para longe dela e dei meia-volta, apoiando o braço no balcão ao seu lado. – E se deixarmos as coisas mais interessantes... Que tal um joguinho? – ofereci, medindo-a com o olhar. Mikaela estava tentando segurar o riso, talvez fosse o rum fazendo efeito, mas ela estava se divertindo e, embora soubesse que não devia me dar corda, não podia resistir. Sim, além de gatuno e oportunista, eu também era muito bom em ler as pessoas. Como previ, a moreninha revirou os olhos, mas sorriu para mim. – Que tipo de jogo? – ela perguntou, mordendo o lábio inferior sem conseguir conter a curiosidade. Pronto, já estava no papo. Olhei em volta no bar e dei de ombros. – Você escolhe, mas quem ganhar tem de beber. É a única regra. – sugeri, encarando-a com uma sobrancelha arqueada. – Então, amor. O que vai ser? – perguntei, cruzando os braços. Mikaela deu uma longa olhada em volta, procurando algo que pudéssemos jogar, até que abriu um sorriso empolgado. – Dardos. – ela disse, apontando para o canto do bar, onde um grupinho trêbado jogava dardos, na maior parte das vezes acertando a parede ao invés do alvo. Balancei a cabeça, rindo alto, era fácil demais para ser verdade. – Hmm... Ótima escolha, mas devo avisar que minha pontaria é excelente. – alertei, batendo no tampo da mesa e pedindo mais uma cerveja preta, para a dama.
 

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Re: [RP] Friends Till The Last Drop

Mensagem por Mikaela Pasternack em Qua Jun 14, 2017 3:02 am



A huntress walks into a bar

Quando decidi entrar no Lafitte's para beber não tinha a intenção de ter companhia, ainda mais se ela viesse na forma de um belo moreno fanfarrão e dono de um sorriso incrivelmente malandro. Quincy cheirava a encrenca - além de álcool -, mas apesar de perceber isso de cara fui incapaz de resistir ao seu jeito bon vivant. Sempre fui desconfiada e cautelosa com pessoas que se aproximavam de mim, mas em menos de cinco minutos de conversa eu já me sentia totalmente à vontade com o rapaz. Ele era divertido, charmoso e tinha esse ar meio excêntrico, algo que fazia com que combinasse perfeitamente com o lugar onde estávamos. Era uma figura e tanto, e mesmo que eu não quisesse dar corda, admito que acabei me deixando levar pelo jeito atirado e brincalhão do moreno. Sua sugestão de me pagar uma bebida me fez rir e tive que desviar minha atenção para o balcão. – Obrigada, mas eu já tenho uma bebida. – Agradeci, engolindo as últimas gotas do que tinha restado do rum, sorrindo em seguida. Não olhei para Quincy, mas tinha certeza que ele estava me olhando com total descaramento. Na verdade, ele não parecia ser do tipo que se dava ao trabalho de disfarçar. – Parece que mais da metade de sua bebida foi parar no seu vestido. – Ele comentou, retomando ao assunto. Larguei o copo vazio sobre o balcão e tentei fixar minha atenção em qualquer outra coisa, se eu fosse indiferente talvez o bonitinho fosse puxar conversa com outra pessoa. – Vamos, você não deixaria um amigo beber sozinho, deixaria? – O moreno insistiu e apertei os lábios, percebendo que minha tática não tinha dado certo. Como se não bastasse, ele se inclinou sobre o balcão com um sorriso malandro, e piscou descaradamente para mim. O atrevido estava flertando comigo. – Somos amigos agora? – Provoquei, espiando-o de canto. Ele riu e deu de ombros. E claro, não manteve a boca fechada por muito tempo. – Somos todos amigos no Lafitte's. – Respondeu. Em seguida, pegou a cerveja e saiu, deixando-me com cara de tacho e crente que tinha desistido de tentar puxar assunto comigo. Isso, é claro, até ele voltar e se debruçar sobre o balcão ao meu lado. – E se deixarmos as coisas mais interessantes... Que tal um joguinho? – Quincy sugeriu, olhando-me atentamente. Eu não queria rir, mas era difícil ficar séria com o jeito brincalhão do inglês. Bom, eu tenho quase certeza que ele era inglês, mas enfim, revirei os olhos e sorri para ele. – Que tipo de jogo? – Perguntei, mordendo o lábio inferior. Provavelmente não seria uma boa ideia ficar dando mais conversa para o sujeitinho, mas já que eu não tinha nada melhor para fazer que mal faria um pouco de diversão? Quincy olhou em volta e deu ombros. – Você escolhe, mas quem ganhar tem de beber. É a única regra. – Ele disse, encarando-me com uma sobrancelha arqueada. Aquela resposta não me cheirou bem, de qualquer modo tentei pensar em algo, já que a escolha era minha. – Então, amor. O que vai ser? – O moreno indagou de braços cruzados, enquanto meus olhos vasculhavam o bar a procura de algo interessante. – Dardos. – Respondi com um sorriso empolgado, apontando para um canto do bar onde um grupinho de trêbados jogava, ou melhor, tentava jogar. Quincy pareceu mais animado do que eu, tanto que balançou a cabeça, rindo alto. – Hmm... Ótima escolha, mas devo avisar que minha pontaria é excelente. – Ele bateu no tampo da mesa, ao mesmo tempo em que pedia mais uma cerveja preta para mim.

Enquanto eu pegava minha cerveja recém depositada sobre o balcão, Quincy se afastou para o outro lado do bar e se aproximou do grupo que ainda jogava dardos. Eu não sei o que ele disse, mas em menos de cinco segundos os rapazes evaporaram e o inglês simplesmente tomou posse do jogo. Ele me chamou, acenando com a cabeça e logo me juntei a ele no canto do bar. Deixei o caneco de cerveja sobre uma mesa no mesmo instante em que o moreno se aproximou, entregando-me três dardos. – Ah, pode jogar, estou ansiosa para ver a sua excelente pontaria. – Provoquei, com um sorrisinho sapeca. – De modo algum. Damas, primeiro. – O inglês manteve os olhos azuis em mim, enquanto fazia uma reverência exagerada. – Faço questão. – Acrescentou, com um sorriso de canto endiabrado, o que me fez pensar que ele estava aprontando algo. Mesmo assim, dei de ombros e peguei os três dardos de sua mão, preparando-me para atirar. – Três dardos, três chances, princesa. – Disse, parando atrás de mim. – Ah, e só vale acertar o meio do alvo. – Completou, no mesmo instante em que girei a cabeça para olhá-lo. – Obrigada, você foi muito explicativo. – Respondi, fingidamente derretida. Era óbvio que eu estava brincando e não flertando com ele, apesar de parecer o contrário. – Será que pode se afastar agora? Preciso de espaço. – Arqueei as sobrancelhas e lancei um olhar afiado para o moreno. Sim, eu sou um pouco competitiva, e dai? Quincy afastou-se, no melhor estilo "Desculpe-me, milady" e ergui a mão, mirando o alvo, preparando-me para atirar o primeiro dardo. – Espera! – Virei-me rapidamente para o inglês. – Você disse que quem acertar tem que beber, mas não seria o contrário? – Indaguei, desconfiada. Quincy estalou a língua e se aproximou, passando um braço por cima do meu ombro direito. – Siga a minha lógica. – Disse, todo teatral enquanto eu lançava olhares confusos e desconfiados para ele. – Você joga, você acerta e você bebe, certo? – Ele perguntou e concordei com a cabeça, sem ter muita certeza. – Então, quanto mais bêbada você fica, mais difícil é de se acertar o alvo. – Explicou, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. Bom, na verdade, era. – Esse é o desafio, como vai conseguir acertar o alvo estando bêbada?

Era uma explicação óbvia, reconheço, mas talvez os efeitos do rum e da cerveja não estivessem me deixando acompanhar o raciocínio do moreno de maneira tão clara assim. – Isso não faz sentido. – Eu disse, após alguns segundos de clara confusão mental. Tinha certeza que o inglês estava tentando me enganar, mas ele balançou a cabeça, negando. – Não é para fazer sentido, apenas jogue, acerte e beba. Essa é a regra. – Ele me soltou e me virou de frente para o alvo, afastando-se em seguida para que eu jogasse. – Cuidado com esse daí, meu bem. – Disse uma garçonete, olhando para mim e apontando para o moreno. – Que é isso, Mercy?! O que a garota vai pensar de mim com você falando desse jeito? – Ele fez cara de ofendido fingido e meus olhos pularam dele para Mercy, enquanto eu acompanhava a discussão com um sorriso divertido. – Se ela for esperta, já deve ter percebido o tremendo sem vergonha que você é, Jones. – A resposta afiada da mulher me fez soltar uma gargalhada. Agarrei o caneco e dei um longo gole na cerveja para afogar o riso, ao mesmo tempo em que Quincy andava de braços abertos em direção a garçonete. – Não seja ciumenta, sabe que só tenho olhos para você. Que tal um beijinho para fazermos as pazes? – O inglês puxou a mulher pela cintura, mas ela desvencilhou-se. – Seu descarado! – Mercy o empurrou, fazendo Quincy quase cair por cima de uma mesa, enquanto eu e metade do bar ríamos da cena. – Ela me ama. – Disse com um sorriso malandro. Ajeitou a roupa e se aproximou no mesmo instante em que revirei os olhos e lancei o dardo, acertando o centro do alvo. – HÁ! Que achou disso, espertinho? – Perguntei animada, referindo-me a minha pontaria perfeita. – Acho que alguém vai ter que beber. – Quincy respondeu, entregando-me a cerveja com um sorriso pra lá de sacana. – Nananinanão... É pra virar o caneco inteiro, amor. – Ele disse, após me ver bebericar apenas um golinho da cerveja. – Está querendo me embebedar? – Era mais uma afirmação do que uma pergunta. O inglês arqueou as sobrancelhas e deu de ombros. – Regras são regras, princesa. Pode ir virando... – Ele riu e empurrou o caneco na minha boca, forçando-me a virar toda a cerveja goela abaixo.

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Re: [RP] Friends Till The Last Drop

Mensagem por Quincy Jones em Qua Jun 14, 2017 3:21 am

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Não achei que a mocinha ia dar muito trabalho em um jogo de dardos, mas realmente não importava se ela era boa ou não, contanto que ela ganhasse. E isso dependia inteiramente de mim. Era mais seguro dessa forma, tudo o que eu tinha de fazer era jogar mal, vê a lógica? Muito elaborada, eu sei. Deixei Mikaela esperando pela cerveja e fui na direção do grupo de bêbados que ainda jogavam – Vocês não acham que já jogaram demais? – perguntei ao mesmo tempo que apanhava o dardo das mãos do jogador e me sentei com os pés cruzados sobre a mesa – Que tal darem espaço para os mais jovens? – perguntei, gesticulando com a cabeça na direção da moreninha que segurava as cervejas. – Aye, Jones. Mais uma vitima da sua lábia? Vamos embora rapazes. – o menos bêbado respondeu, rindo, e o grupo se retirou para tomar a saideira no bar. Soltei uma risada e me levantei, caminhando em direção a Mikaela para entregar-lhe os dardos – Ah, pode jogar. Estou ansiosa para ver a sua excelente pontaria. – disse a mocinha, provocando com um sorriso sapeca. Arqueei as sobrancelhas, gostando bastante daquilo. – De modo algum. Damas primeiro. – respondi, fazendo uma reverencia exagerada e sem tirar os olhos dela – Faço questão – acrescentei, com um sorriso endiabrado estampado no rosto. Mikaela pareceu hesitar por um segundo, desconfiada do que eu poderia estar aprontando, mas acabou dando de ombros e apanhando os dardos. Ela se preparava para atirar quando parei as suas costas, aproximando meus lábios de sua orelha – Três dardos, três chances, princesa. – expliquei – Ah, e só vale acertar o meio do alvo. – completei, quando ela se virou para me olhar. – Ah, obrigada, você foi muito explicativo. – ela respondeu, fingindo estar toda derretida. Não pude conter uma risada, ela era divertida. – Será que pode se afastar agora? Preciso de espaço – Mika pediu, de sobrancelhas arqueadas e lançando-me um olhar afiado. Soltei mais uma risada e ergui os braços, me afastando três passos para trás como se pedisse desculpas, dando-lhe espaço mais do que suficiente. – Espera! – ela parou de repente, virando-se para mim – Você disse que quem acertar tem que beber, não seria o contrário? – perguntou, percebendo a lógica estranha. Preparei-me para entrar no modo enganação e estalei a língua, aproximando-me e passando o braço pelo ombro dela – Siga minha lógica – eu disse, agitando os dedos no ar teatralmente – Você joga, você acerta, você bebe. Certo? – expliquei, parando para ver se ela me acompanhava. Mika concordou com a cabeça – Então quanto mais bêbada você fica, mais difícil é de se acertar o alvo. Esse é o desafio, como vai conseguir acertar o alvo se está bêbada? – menti, inventando uma lorota na hora. Era um dos meus vários talentos inventar desculpas convincentes mesmo sob pressão.  

Mikaela tinha as sobrancelhas unidas, tentando compreender meu raciocínio louco. – Isso não faz sentido – ela disse, cheirando a armadilha. Tive de pensar rápido, aproveitando que ela já estava entorpecida pelo rum – Não é para fazer sentido, apenas jogue, acerte e beba. Essa é a regra. – insisti, virando-a de volta para o alvo e me afastando para que ela finalmente jogasse. – Cuidado com esse daí, meu bem. – Mercy avisou, intrometendo-se onde não devia. Fiz a maior cara de ofendido e coloquei minhas mãos sobre o peito, no coração – Que é isso, Mercy?! O que a garota vai pensar de mim com você falando desse jeito? – perguntei, falsamente indignado. – Se ela for esperta, já deve ter percebido o tremendo sem vergonha que você é, Jones – a garçonete me passou um sermão, fazendo metade do bar rir da minha cara. Agora eu tinha virado palhaço, mas esse também era um papel que eu sabia interpretar bem. Abri um largo sorriso malandro e caminhei de braços abertos em direção a garçonete – Não seja ciumenta, você sabe que só tenho olhos para você. Que tal um beijinho para fazermos as pazes? – sugeri, enlaçando sua cintura, mas Mercy conseguiu se soltar, me empurrando. – Seu descarado! – ela resmungou, quase me fazendo cair sobre uma mesa. Próxima aos Dardos, Mikaela estava se divertindo bastante com o showzinho – Ela me ama – eu disse, mas a moreninha tinha voltado sua atenção para o jogo, finalmente atirando e acertando na mosca. – HÁ! Que achou disso, espertinho? – ela comemorou, sem deixar de me alfinetar mais um pouquinho. Bem, confesso que não esperava por isso, talvez eu tenha subestimado a mocinha, mas de toda forma estava satisfeito. – Acho que alguém vai ter que beber. – respondi, sorrindo de canto a canto. Entreguei-lhe o caneco de cerveja, vendo-a bebericar um pouquinho. – Nananinanão... É pra virar o caneco inteiro, amor. – expliquei, balançando a cabeça. – Está tentando me embebedar? – ela perguntou, embora soasse mais como uma realização. – Regras são regras, princesa. Pode ir virando. – insisti, e só para garantir, empurrei o copo delicadamente, forçando-a a virar.

Não era muito cavalheiresco embebedar uma bela dama, mas eu também não era nenhum cavalheiro, então não me senti nadinha mal. – Isso, beba como uma verdadeira pirata. – incentivei, vendo-a terminar o conteúdo do copo e deixar escapar um pequeno e delicado arroto involuntário. – Saúde. – zombei, com um sorriso charmoso, limpando um filete de cerveja que escorria no canto de sua boca. As bochechas delas acenderam vermelho vivo, fosse pelo meu comentário ou pelo meu toque repentino. Meio desconcertada, Mikaela se afastou, mudando de assunto. – Tudo bem, já virei. Agora vamos ver essa sua pontaria excelente. – ela lembrou, com um sorriso atrevido. Soltei uma gargalhada, dando-me por vencido. – Justo. – dei-lhe uma piscadela e apanhei um dos dardos, posicionando-me na frente do alvo com mais pompa do que um pantomineiro do século XV. Já que ela tinha jogado tão bem, e porque eu queria me exibir um pouquinho, decidi jogar para valer. Naquele momento fui transportado do bar para anos atrás, quando não passava de um garoto esfarrapado procurando trabalho nas docas de Liverpool e encontrando um paraíso entre tendas coloridas, cheias de música e festa. Sorri malandro e lancei um ultimo olhar na direção de Mika, arqueando uma sobrancelha em desafio, depois me voltei para o alvo e, sem aviso algum, tampei meus olhos com a mão esquerda enquanto atirava com a direita. Ouvi o som abafado do dardo entrando no alvo, seguido dos gritos de entusiasmos de todos no bar que pararam para assistir o espetáculo. Afastei os dedos e abri os olhos, encontrando o dardo bem no meio do alvo. Não fiquei surpreso, afinal o que era um dardinho para alguém que já atirou facas flamejantes num alvo giratório? Mas admito que fiquei satisfeito, virei para a "plateia" e fiz uma reverência – Obrigado, obrigado! – agradeci. Parada ao meu lado, Mika me olhava com um sorrisinho contrariado, me aproximei e apanhei o caneco, virando o conteúdo sem tirar os olhos dela. – Então...? – instiguei, batendo com o caneco de volta na mesa. – Não foi dos piores... – ela deu seu veredicto, me fazendo gargalhar. – Finn, mais duas cervejas aqui! Sua vez, princesa. – eu disse, após pedir as cervejas. Mika arqueou as sobrancelhas – O quê? Eu já joguei. – ela respondeu, na defensiva. – Só uma rodada. –  expliquei, rindo. Ela com certeza pensava que o jogo ia acabar ali, inocente. – Quincy, eu realmente preciso ir para casa... – Mikaela respondeu, hesitante, sua mente dizia para ir embora, mas no fundo, no fundo ela queria ficar. Eu sabia exatamente o que fazer. – Precisa mesmo? – perguntei, desconfiado, aproximando-me mais do que o necessário – Ou só está dando uma desculpa para não se divertir além da conta? – provoquei, enrolando o dedo em uma mecha rebelde de seu cabelo, antes de acomodá-la atrás de sua orelha.
 

Mr. Houdini


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Re: [RP] Friends Till The Last Drop

Mensagem por Mikaela Pasternack em Qua Jun 14, 2017 3:47 am



A huntress walks into a bar

Apesar de estar me divertindo e de me sentir à vontade com Quincy, eu estaria mentindo se dissesse que já confiava nele, de qualquer forma sempre gostei de me arriscar. O moreno continuou forçando-me a beber a cerveja até a última gota, enquanto eu arregalava os olhos sem ter certeza se daria conta de toda a bebida. Eu não estava acostumada a beber, digamos meio jarro de cerveja em questão de segundos, mas Quincy parecia feliz em me ver engolir a bebida rapidamente feito um camelo sedento, o que só aumentou ainda mais as minhas desconfianças em relação a ele. – Isso, beba como uma verdadeira pirata. – Ele incentivou, enquanto eu fazia força para que o último gole descesse goela abaixo. No final, levei a mão até a boca, tentando reprimir o pequeno arroto que me escapuliu. O rapaz me desejou saúde, mas deu para perceber que estava tirando sarro da minha cara, porém ele deu um jeitinho de disfarçar com um sorriso charmoso ao mesmo tempo em que limpava o filete de cerveja no canto de minha boca. Minhas bochechas arderam e fiquei completamente sem graça, mas tentei me convencer - sem sucesso - que meu súbito rubor foi apenas consequência da bebida e me afastei do moreno. – Tudo bem, já virei. Agora vamos ver essa sua pontaria excelente. – Mudei de assunto rapidamente, exibindo um sorriso atrevido. Quincy pareceu gostar, tanto que soltou uma gargalhada. – Justo. – Disse, animadinho. O safado deu uma piscadela, pegou um dardo e posicionou-se em frente ao alvo, todo cheio de pose. Cruzei os braços, observando o moreno com curiosidade ao mesmo tempo em que ele me olhou e deu um sorriso malandro, parecia estar me desafiando com seu típico arquear de sobrancelhas. Mesmo quieta, não pude deixar de achá-lo divertido, aliás, eu não era a única que estava na expectativa, o Lafitte's inteiro tinha parado para ver a performance do moreno. Quincy voltou a atenção para o alvo e tapou os olhos com a mão esquerda no mesmo instante em que lançou o dardo com a direita. Estava se exibindo, lógico, mas assim que acertou o alvo todo o bar veio abaixo com os gritos e palmas dos entusiasmados. Admito que fiquei um pouco surpresa por ele ter acertado de primeira, talvez fosse apenas sorte de principiante, mas Quincy não tinha cara de quem era novato no assunto. Arqueei uma sobrancelha, fitando o moreno exibido, enquanto ele agradecia a "plateia" com uma reverência. Estava ao lado dele e acabei dando um sorrisinho, apesar de não ter achado aquilo tudo uma grande coisa. Nem precisei empurrar o caneco para o rapaz, ele se aproximou e foi logo bebendo ao mesmo tempo em que me encarava. Fiquei me perguntando no que ele estaria pensando, mas pela expressão nos olhos dele talvez fosse melhor eu não saber. – Então...? – Ele perguntou, batendo o caneco vazio na mesa. – Não foi dos piores... – Concluí, sem mostrar grande interesse, mesmo assim, consegui arrancar uma gargalhada de Quincy. Ele pediu mais duas cervejas e voltou atenção para mim. – Sua vez, princesa. – Disse, enquanto eu arqueava as sobrancelhas. Sinceramente, eu não queria mais beber, até porque, aquele joguinho de dardos estava me cheirando a cilada. – O quê? Eu já joguei. – Me fiz de louca, entrando no modo defensivo, porém o tiro saiu pela culatra. – Só uma rodada. – O bonitinho rebateu, rindo. Tentei pensar em uma rápida desculpa para dar o fora, mas meus neurônios já não pareciam estar de comum acordo. – Quincy, eu realmente preciso ir para casa... – Respondi, hesitante. Eu estava me divertindo, estava mesmo e até queria ficar, mas minha intuição estava quase me chutando para fora do bar. – Precisa mesmo? – Quincy indagou, provavelmente pegando algo no ar. Se aproximou mais do que devia, fazendo um alarme de perigo soar nos meus ouvidos. – Ou só está dando uma desculpa para não se divertir além da conta? – Ele provocou e foi um pouco mais além, enrolando o dedo em uma mecha rebelde do meu cabelo, até ajeitá-la atrás de minha orelha.

Fiquei sem ação e perdi o dom da fala por alguns segundos, enquanto olhava aqueles olhos azuis fitando-me de volta. Quincy baixou a cabeça minimamente e cravou os olhos nos meus, um sorrisinho sedutor foi brotando pouco a pouco, como se ele soubesse de algo que eu não sabia. Deixei um risinho nervoso escapar e pigarreei discretamente, conseguindo desviar minha atenção do olhar hipnótico do moreno. – Bom... acho que mais uma rodada não vai me fazer mal. – Lancei um sorriso torto para o rapaz e peguei um dardo, no mesmo instante em que Finn nos trouxe as bebidas, depositando-as na mesa. Posicionei-me em frente ao alvo para atirar, mas acabei voltando minha atenção para Quincy. – Quer saber, se vamos mesmo continuar, então vai ser do meu jeito. – Declarei, em tom de desafio. – Ah, é assim que se fala! – Ele exclamou, sustentando um sorriso vencedor, provavelmente achando que tinha me convencido a ficar. Bem, eu fiquei porque eu quis, se realmente quisesse já teria dado o fora, além disso, se o bonitinho estava tentando tirar algum proveito daquilo tudo ele não sairia ileso da situação. – Ainda está interessado em coisas mais interessantes? – Me aproximei, jogando charme, levei as mãos até o peito do rapaz e deslizei meus dedos pela gola da jaqueta, acariciando. Quincy retribuiu com risinho fingidamente encabulado e rapidamente enlaçou minha cintura, colando nossos corpos. – Muito interessado. – Respondeu, com total descaramento. Brincou com outra mecha do meu cabelo, enquanto apertava de leve minha cintura. Engraçado, mas assim que nos tocamos senti um arrepio esquisito, não era nervosismo ou qualquer coisa do tipo, era só uma sensação que eu não sabia descrever. Talvez fosse efeito da bebida, sei lá, de qualquer forma ignorei e lancei um sorrisinho travesso para o rapaz. – Já que é assim... – Murmurei, quase encostando meus lábios nos dele. Aproveitei a distração de Quincy e deslizei uma das mãos pela minha perna, o moreno só percebeu o que eu estava fazendo quando puxei duas pequenas adagas de arremesso de dentro da bota. – Vamos jogar. – Acrescentei, afastando-me e sorrindo marota. Foi a vez de Quincy se aproximar, com sua linda carinha de bobo. – Me diga uma coisa, amor, você sempre sai por aí carregando adagas? – Ele perguntou, parecia realmente surpreso, enquanto eu o observava com divertimento fingidamente inocente. – Ora, uma garota tem que saber se defender, afinal, nunca se sabe quando um aproveitador pode aparecer. – Lancei uma piscadela, segurando a vontade de rir. Quincy me puxou para o lado, tive a impressão de que ele estava um pouquinho agitado. – Achei que fôssemos jogar dardos. – Completou, aos sussurros. – Só estou deixando as coisas mais interessantes. – Respondi, com cara de inocente forjada. O moreno uniu as sobrancelhas, parecendo desconfiado. – E já que é minha vez de jogar, você será parte do alvo. – Empurrei Quincy contra a parede, onde estava o alvo pendurado. – Está querendo lançar as adagas em mim? – Indagou, querendo ter certeza do que eu disse. – Não em você, no alvo! – Revirei os olhos. – Só precisa ficar parado debaixo dele. – Expliquei, gargalhando internamente.

Quincy parecia estar avaliando a situação, desviou a atenção para o alvo e depois olhou para mim, coçando o queixo. – Não é assim que o jogo funciona, princesa. Já expliquei as regras. – Encarou-me com uma ponta de superioridade, as sobrancelhas arqueadas. Quase vi escrito em sua testa "Eu te desafio a me enfrentar". – As regras continuam, o que muda são as armas. – Retruquei, dando de ombros. – A menos que esteja com medinho. – Provoquei, com um sorrisinho ligeiramente endiabrado. Às vezes, eu sabia ser malvada. – Preciso de mais uma faca! – Falei alto para o bartender, atraindo os olhares dos presentes. – FINN, MANDA O CUTELO PRA GAROTA! – Mercy, a garçonete, berrou num canto do bar, fazendo todo mundo rir, menos Quincy que estava de olhos esbugalhados para o lado dela. – APOSTO CINQUENTA NA MOCINHA! – Ela puxou o dinheiro de dentro do decote e o abanou no ar. – E EU APOSTO CEM NO JONES! – Um dos rapazes berrou, mostrando a nota de cem. – Isso mesmo Keith! – Quincy gritou, sorrindo e apontando para o músico, com certeza mais motivado pelo dinheiro do que pela torcida dos amigos. Me aproximei e o puxei pelo braço, empurrando-o de volta para parede. – Veja o lado bom, Jones, o pior que pode acontecer é eu escalpelar você. – Lancei um sorriso debochadamente fofo. O moreno deixou escapar um risinho nervoso, em seguida fuzilando-me com seus olhos azuis e um sorriso pervertido. – Como eu disse antes, é a sua vez, princesa. – Disse, entregando-me uma faca de tamanho médio que o bartender havia trazido da cozinha. – Quer que eu vende seus olhos, pirata? – Brinquei, posicionando-o cuidadosamente debaixo do alvo. – Que gracinha. – Ele respondeu, fazendo-me rir. – Não, obrigado, mas aceito um beijo de boa sorte. – Sussurrou, aproximando o rosto ainda mais do meu. – Vamos fazer assim, se eu te machucar você ganha um beijinho pra sarar, okay, Capitão Jones? – Dei um tapinha leve no peito dele e me afastei, rindo e girando as adagas na mão.

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