[RP] Do we get what we deserve?

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[RP] Do we get what we deserve?

Mensagem por Chloe McBride em Ter Jun 13, 2017 7:02 pm

Do we get what we deserve?

Local: Mystic Herbarium
Clima: 16° C, manhã nublada e fria
Data/Hora: Terça-feira dia 17 de janeiro, 10:30 a.m.
Classificação: +13
Descrição: Chloe recebe uma visita inesperada em seu local de trabalho e precisa colocar seu orgulho de lado quando recebe uma proposta de Jimmy McKinnon.


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Re: [RP] Do we get what we deserve?

Mensagem por Chloe McBride em Ter Jun 13, 2017 7:10 pm


I KEEP ON RUNNIN’ TOWARD FIRE
O zunido em meu ouvido cessou quando a cliente irritada bateu a palma da mão sobre o balcão, provocando ruídos que chamaram a atenção dos demais clientes dentro Mystic Herbarium. Sobressaltei, desviando o olhar que estava perdido no nada e encarei a jovem de cabelos escuros impaciente. – Desculpe – tentei agir normalmente abrindo a caixa registradora, movimentos quase mecânicos que eu realizava todos os dias no trabalho. – Aqui está seu dinheiro e mais uma vez me desculpe pelo engano. – Entreguei duas notas de dez dólares à mulher e suspirei ao vê-la deixar a loja por puro descuido meu ao errar a essência dos sabonetes que haviam sido encomendados por ela. Há três noites eu não conseguia dormir e a falta de sono começou a me afetar no trabalho e até mesmo na minha alimentação. Precisei me afastar do meu segundo emprego, no Tartarus Club & Lounge, já que minhas condições físicas me limitavam em muitas atividades – e também porque eu ainda estava preocupada com possíveis ataques surpresas, era mais inteligente não arriscar, pelo menos por enquanto. Segundo as recomendações médicas eu só deveria voltar às minhas atividades normais depois que minha clavícula melhorasse, mas isso demoraria semanas e eu precisava me ocupar de alguma forma, mesmo que fosse com trabalho, ou acabaria ficando maluca dentro de casa remoendo possibilidades sobre meus atuais problemas. No mesmo dia que fugi do hospital procurei por Alyssa – minha chefe e amiga – para contar-lhe sobre o acidente e sobre meu medo de ser encurralada e ferida novamente. De início a loira negou totalmente meu retorno ao Mystic Herbarium alegando que eu precisava colocar minha saúde em primeiro lugar e que poderia não ser seguro para mim, no entanto, eu a venci pelo cansaço. Na segunda-feira eu já estava de volta ao posto de gerente da loja, organizando a papelada no escritório de Alyssa e atendendo a alguns clientes.

Era uma terça-feira gelada e nublada, Nova Orleans estava mergulhada numa atmosfera soturna devido às nuvens escuras que encobriam a cidade e provavelmente teríamos chuva no fim do dia. O clima estava perfeito para me abrigar debaixo de um edredom e não pensar em nada que não fosse me empanturrar de chocolate, mas eu tinha escolhido me ocupar, precisava do dinheiro e do que fosse preciso para não pensar em tudo o que tinha acontecido nos últimos dias, e o Mystic Herbarium era a melhor – e talvez única – solução no momento. Deixei o balcão sob os cuidados de uma das vendedoras e me esquivei para o lado de fora na tentativa de tomar um pouco de ar ao atender aos clientes que estavam sentados nas mesas. Me aproximei de um casal com o bloquinho de anotações na mão direita – tomando muito cuidado com minha clavícula que ainda estava imobilizada por uma tipoia ortopédica – e a caneta na esquerda, abri um sorriso simpático e os cumprimentei, anotando rapidamente o pedido de ambos. Estava prestes a ir a segunda mesa para atender dois jovens quando fui pega de surpresa por um rosto bastante singular. – Jimmy? – Empalideci quando o bruxo colou seus olhos azuis em mim, especialmente nos ferimentos no meu rosto. O bloquinho de anotações acabou caindo de minha mão quando comecei a tremer de nervoso e Jimmy abaixou-se para apanhá-lo. Olhei para os lados, desconfiada e tensa, por um momento temendo que ele pudesse ter ligação com o que aconteceu na academia de dança. – Foi atropelada por um caminhão, Red? – O bruxo me olhou dos pés a cabeça e entregou-me o bloquinho. Jimmy tentou rir da própria piada, mas a julgar pela forma como ele observa meu braço imobilizado e os machucados em meu rosto, acabou desistindo. Encolhi-me com a forma que era analisada e afastei-me para trás, fazendo menção de entrar na loja, mas Jimmy agarrou-me pelo ombro bom e, com muito cuidado, me fez voltar e encará-lo. – Ei, você não está nada legal, não é? O que aconteceu, Red? Alguém fez isso com você? Está parecendo um bichinho que apanhou e está morrendo de medo de tudo e de todos... – Estremeci com as palavras do bruxo e fechei os olhos, balançando a cabeça em negação. Eu não era um bichinho e eu não estava morrendo de medo de tudo e de todos. Eu estava assustada. Era normal estar, não era?

- Acho melhor você ir embora, não acho que seja seguro você ser visto comigo. – Olhei para o lados, conferindo se não havia ninguém nos observando. Abaixei o olhar para a mão de Jimmy e notei que ele segurava um cartão da loja. Vinquei o cenho e ergui o olhar até encará-lo nos olhos. – Como descobriu que trabalho aqui? Aliás, como conseguiu esse cartão? – Tentei puxá-lo da mão do bruxo, mas Jimmy foi mais esperto e ergueu o braço numa altura suficiente que eu jamais alcançaria. – Nada disso, Red! Primeiro quero saber o que aconteceu com você. Depois eu conto tudinho sobre como te achei e sobre esse cartãozinho aqui. – Rolei os olhos e se pudesse teria cruzado os braços. – Eu não devo satisfação nenhuma a você, Jimmy. Eu estou no meu horário de trabalho e não posso ficar de conversinha com... – Estava prestes a ofendê-lo gratuitamente sem perceber, mas parei a frase, notando que Jimmy estava sem a maioria dos piercing que antes cobria seu rosto. Pigarreei, retomando ao assunto e completando o que ia dizer: – com qualquer pessoa que seja. Por favor, sente-se e peça alguma coisa ou vá embora. – Desafiando-me com um olhar penetrante, Jimmy puxou uma cadeira da mesa vazia mais próxima e se sentou. – Só vou embora depois que você aceitar se sentar comigo, tomar um chá e me contar o que aconteceu. Você esqueceu que somos iguais? Eu posso te ajudar e... bem, você também pode me ajudar. É uma troca! Caramba, Red, deixa de ser cabeça dura! – Ergui as sobrancelhas e sorri de forma irônica. – Você é indiscutivelmente a pessoa mais irritante que eu conheço nessa cidade. Você tem dez minutos, eu vou escolher o que vamos beber e isso não é um encontro. – Dei meia volta e entrei dentro do Mystic Herbarium. Avisei às vendedoras que estavam trabalhando naquele horário que eu precisava resolver assuntos pessoais e pedi cobertura enquanto a conversa durasse, o que não seria muito, e preparei rapidamente dois chás de limão e biscoitinhos amanteigados. Ao retornar à mesa, depositei as bebidas e os biscoitos de forma harmoniosa e sentei-me de frente para Jimmy. Ficamos um tempo em silencio nos olhando, até que senti meus olhos lacrimejarem e acabei fazendo uma pergunta retórica: – Você acredita que nós recebemos o que merecemos? – Senti meus olhos quentes por causa das lágrimas que se formavam, mas acabei rindo da ironia daquilo tudo. Eu estava sentada com Jimmy, o bruxo do moicano azul e dos piercings, pronta para desabafar e, quem sabe, estabelecer um acordo. Realmente, o mundo dá voltas fenomenais.






TAG: Jimmy McKinnon wearing: This music: The Fire VEHICLE: Harley-Davidson V Rod

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