[RP] Ice Kingdom, the Land of Dead Gods

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[RP] Ice Kingdom, the Land of Dead Gods

Mensagem por Viktor Harkness em Sab Maio 20, 2017 4:44 pm

Ice Kingdom, the Land of Dead Gods



Local: Estufa Botânica próxima da Praça da cidade
Participantes: Viktor Harkness e Alyssa Von Marburg
Clima: 20°, céu azul
Data/Dia/Hora: 15 de janeiro, domingo, às 07:45 da manhã
Classificação: +12
Descrição: O bruxo misterioso líder da família Harkness, marcara um encontro com a Samhain da cidade para apresentar-lhe uma oferta irrecusável, em troca de algo que a bruxa nunca poderia esperar.



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Viktor Harkness
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Re: [RP] Ice Kingdom, the Land of Dead Gods

Mensagem por Viktor Harkness em Sab Maio 20, 2017 9:31 pm

The Offer
The Irrecusable Heart
Alyssa Von Marburg
At Greenhouse
Soundtrack
Clothes
A notícia de que o restante das velhas bruxas da Antiga Era de Nova Orleans haviam morrido foi como música para os meus ouvidos. Enquanto degustava de um saboroso vinho e lia um livro, obtive a notícia através de Jessica que chegava em casa com mais uma pilha de bolsas de compras, anunciando a notícia com o nariz franzido em desgosto pela violência presente e pulsante na cidade. Para mim, era a oportunidade perfeita de conseguir ter uma aproximação amistosa da Samhain da cidade, Alyssa Marburg. Apesar da aparente jovialidade a loira possuía poderes avançadas e uma magia sem igual, tendo alguns anos de vida a mais do que o normal para a nossa espécie, mortal e perecível. Provavelmente meus intentos talvez fossem contra os dela, mas com um pouco de diálogo tudo era possível, não é mesmo?

Primeiramente, conversei com Olivia sobre meus planos. Obviamente ela ainda estava em um profundo choque devido a recente notícia de que meu filho não havia sobrevivido após ter ido até Salem capturar uma de minhas antigas cobaias. Ele havia voltado, mas no mesmo dia voltara para Salem – ou assim ela acreditou – e lá acabou encontrando mais uma vez o seu miserável fim nas mãos da duplicata. Ela não teve dúvida alguma, assim como seus irmãos: todos sabiam o quão competitivo e caçador Magnus era quando lhe era imposto um desafio, só desistindo após conquistar o que queria. Neste caso, seu orgulho acarretou em sua morte. E era justamente graças a essa profunda perda que eu tinha uma chance a mais na balança que era minha futura negociação com Alyssa.

Fiz o convite para o nosso encontro da maneira moderna, enviando-lhe uma mensagem de texto com os seguintes dizeres: ”Olá, Srta. Marburg, seria de prazer inestimável encontra-la na estufa localizada na praça da cidade, às sete e quarenta e cinco da manhã do dia quinze deste mês. Creio que tenha boas notícias e assuntos para discutirmos amigavelmente.” Depois da mensagem, apenas aguardei uma resposta positiva e neutra por parte da loira, confirmando que iria ao meu encontro. Lentamente, minhas maquinações passavam a se encaixarem, formando um elaborado tabuleiro. Alyssa era a rainha no meio de todas as peças, a qual eu teria de cortejar e conseguir sua confiança. Desconfiada por natureza, o que não faltavam eram depoimentos de diversas bruxas da cidade que falavam do jeito recluso da bruxa, sempre com seu namorado patético para lá e para cá, ensinando-lhe coisas como se ele fosse um estudante. Tive pouco interesse no rapaz, até uma das bruxas – eram cinco amigas que juntas tinham uma loja de vodu no centro, fofoqueiras e muito úteis – me contar que o rapaz era um Hale. Interessante.

— Tenho medo de que vá arranjar confusão para a nossa família, querido. — Comentou Olivia enquanto ajeitava minha gravata, oferecendo-me o blazer, o qual recusei soerguendo a mão.

— Irei ser agradável com ela, Olivia, irei apenas tratar de alguns assuntos, pedir apoio... sabe que nós temos inimigos e que minhas pesquisas são consideradas por muitos bruxos ou brilhantes ou horrendas. — Comentei baixo, sorrindo de canto para minha adorável esposa e beijando-lhe os lábios.

Assim que cheguei à estufa quinze minutos antes do combinado, tratei de observar as belíssimas plantas. Magnus gostava de plantas. Subitamente senti uma saudade de meu filho, porém recordei-me logo de sua traição que pôs quase toda a minha pesquisa a perder, e então repeti para mim mesmo que era necessário. Assim como foi necessário ter de aniquilar os pais daquele outro experimento que atualmente chamava-se Peyton Sawyer, que era difícil de ser pego justamente por ser amigo dos Sibley. Por coincidência, justamente uma das famílias que mais contribuíram com minhas pesquisas agora tinham justamente dois clones consigo, sem eles sequer terem ciência. Assim que ouvi os passos próximos de mim, virei-me para minha convidada honrosa e apertei sua mão delicadamente, beijando-a.

— Se me permite o comentário; você está bela, Srta. Marburg. — Elogiei-a honestamente. Aposto que a loira tinha muitas técnicas para manter sua juventude tão intacta e latente.

— Bem, deve estar perguntando-se o motivo de eu ter vindo até aqui, lhe convidado... pois bem; minha família inteira estava sendo caçada em nossa terra natal, fomos forçados a vir para cá e acabamos na verdade ajudando muitos dos bruxos que fugiam de Salem, para se ter uma noção da ironia do destino. — Sorri deliciado com a verdadeira ironia daquela história real, exceto por uma parte: nossa família fugia de outros bruxos irados, e não de caçadores. Digamos que bruxas odeiam ciência em sua grande parte, principalmente quando envolviam experimentos e clonagem.

— Muito tempo atrás tive a ajuda de dois grandes homens. Um era de origem alemã, o outro era um homem que creio ter recentemente ressuscitado; Jerome. Eles eram meu grande apoio, assim como o avô de seu namorado, para você ver como somos velhos. Eu sei que você tem uma amizade de longa data com Andrew Sibley, pelo o que soube, e creio que eu precise lhe dizer isso, pois sei que sua mente é aberta. — Falei cada palavra com cuidado, não queria deixar a outra com os pensamentos correndo a mil, preocupada com o amigo daquela forma. Poderia fazer alguns atos questionáveis, mas eu não era de todo mal.

— Aqueles que nos caçam estão por perto, eles querem minha família e irão querer duas pessoas que deve conhecer pessoalmente: Peyton Sawyer e Andrew Sibley. O que acontece é que... ambos são clones, se falar com Jerome, ele poderá confirmar. O problema é que descobri que alguns clones possuem defeitos, Srta. Marburg. Lembro-me bem que antes de Jerome voltar da Eslovênia, meu país natal, para Salem, ele comentou que Andrew tinha Progeria. Recordo-me que o pai de Peyton, atual amigo dos Sibley, disse-me que o filho era saudável, porém pouco tempo depois esse meu amigo morreu, e o jovem se perdeu... Alyssa, meus filhos são todos clones, e sem você creio que todos venham a morrer nas mãos de meus inimigos. — Falei com a voz um pouco elevada, unindo minhas mãos tentando manter toda a calma enquanto lhe explicava tudo.

— Tentei ao máximo ter filhos com minha esposa, mas nunca conseguimos. Jerome e esse meu amigo alemão nos unimos e juntos conseguimos criar clones, daí surgiram os primeiros, Andrew e Magnus, e esses foram os primeiros a darem algum tipo de “defeito”, se me permite as palavras meio desumanas. Recentemente mandei alguns homens junto de meu filho para entrarem em contato amigável com Peyton, mas... Peyton matou meu filho, e agora fiz uma descoberta. — Eu iria mesmo lhe contar todos os detalhes importantes e confiar nela a minha vida e segurança? Alyssa me parecia ser uma boa pessoa, não iria simplesmente matar meus filhos por acha-los aberrações da natureza.

— Descobri que de alguma forma há uma espécie de composto químico que garante a imortalidade. Sei que parece absurdo, mas é a única forma de você conseguir estar preparada para o que virá. Muitos morrerão, pois como você mesma já deve saber, os bruxos da era antiga odeiam tudo aquilo que é novo e diferente, então serei caçado para sempre junto de minha família. — Revelei para ela, respirando profundamente e tomando coragem para fazer o tratado que eu tanto queria. Pus a mão enluvada esquerda por detrás de um dos vasos de plantas, onde havia uma caixa térmica, dentro, envolvido em um saco plástico transparente, o coração de Magnus.

— Isso deverá ser o suficiente para ajuda-la. Aqueles que me caçam podem tudo, exceto lidar com uma Marburg imortal e Samhain de uma cidade. Tome, coma-o! — ofertei a caixa preta, sentindo meus olhos levemente marejados, pois apesar de tudo, ainda amava Magnus, de certa forma, e saber que ele seria útil mesmo depois de morto era um grande alívio, meu eterno soldado!

Não sabia como Alyssa reagiria a tantas informações, com a afirmação de que seu amigo era um clone, que o loiro amigo dos Sibley era um também, que todos os meus filhos eram clones e que poderosos inimigos meus vinham em direção à sua cidade buscando me trucidar. Era tudo verdade, talvez a única parte que omiti foi o assassinato de meu filho, porém era necessário. Um singelo sorriso escapou de meus lábios, enquanto ainda mantinha a oferta de pé.




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Re: [RP] Ice Kingdom, the Land of Dead Gods

Mensagem por Alyssa Von Marburg em Dom Jun 04, 2017 8:47 am



Devil's Offer

Caro Andrew,

Não sei bem por que estou lhe enviando esse bilhete. Talvez porque esteja escutando a voz da minha intuição e esteja receosa pelo que me espera nos próximos minutos. Para ser mais clara, recebi um convite suspeito de Viktor Harkness, o bruxo deseja se encontrar comigo agora pela manhã, na estufa da praça central. Não sei o que ele quer, mas algo me diz que não devo confiar nele, mesmo assim, acho que devo encontrá-lo. Não creio que Harkness seja tolo para tentar algo contra mim, principalmente a luz do dia, em todo o caso, o bilhete fica de sobreaviso. Se alguma coisa acontecer comigo, conto com você para me ajudar, já que Nathaniel não tem se mostrado muito estável nos últimos dias. Por favor, me desculpe por isso, mas no momento, acho que você é o único apoio sensato e confiável que tenho.

Sinceramente,
Alyssa


Ainda na varanda do quarto, fechei meus olhos, concentrando-me no encantamento e dobrei o papel três vez. – Ignis... Rilind luaithreach, beidh tú ag filleadh ar deannaigh. – Murmurei, no mesmo instante em que o papel pegou fogo, virando um pequeno punhado de cinzas na palma de minha mão. Abri meus olhos e soprei as cinzas para longe. O vento suave da manhã se encarregaria de levar meu recado até onde o Sibley estivesse, e depois minhas palavras sumiriam como mágica. Voltei para o quarto, fechando a porta da varanda silenciosamente. Nathaniel ainda dormia profundamente e eu não queria que ele acordasse no exato momento em que eu estava de saída para encontrar Viktor Harkness. De qualquer forma, também deixei um recado para Nathan na mesinha de cabeceira, dizendo que fui tratar de um "assunto" e que não iria demorar. Se ele pedisse maiores explicações, eu pensaria em algo para dizer depois, naquele momento não tinha paciência e nem tempo para tal coisa. Quieta feito um gato, deixei o quarto e desci as escadas rapidamente. Em pouco tempo já estava na rua, a caminho da praça central.

Enquanto me aproximava do local do encontro, duas coisas não me saíam da cabeça: Primeiro, que assunto poderia ser tão importante para o bruxo me chamar num domingo de manhã, ainda mais tão cedo? Segundo, como ele tinha conseguido o número do meu celular para enviar a mensagem? Somente as pessoas mais próximas tinham o meu número, no caso de desconhecidos, eu sempre dava o endereço da loja ou o telefone da mesma. Bom, pelo menos eu estava certa em uma coisa, Viktor Harkness tinha seus próprios meios ilícitos de conseguir informações. Fossem eles magia ou subornos, pouco me importava, era mais um motivo para eu ficar com o pé atrás e não gostar do bruxo. A cidade ainda estava tranquila naquela hora da manhã, os baderneiros estavam dormindo, as lojas fechadas, na verdade, Nova Orleans estava despertando aos poucos. Na estufa, onde o encontro tinha sido marcado, não seria diferente se não fosse pela figura alta de um homem moreno e impecavelmente vestido. Antes mesmo de poder chamá-lo, ele já tinha se virado e estendido a mão para mim. Não me dei ao trabalho de me apresentar, era óbvio que ele já sabia quem eu era, por isso, apenas retribuí seu cumprimento, sendo surpreendida quando o moreno beijou minha mão, fazendo-me um elogio. Agradeci com um discreto sorriso, ao mesmo tempo em que mantinha todos os meus sentidos em alerta, observando minuciosamente o bruxo.

De repente, ele começou a despejar um monte de palavras, explicando o motivo do encontro, justificando o porquê de sua família estar em Nova Orleans e até confessando sobre ter ajudado a comunidade bruxa durante sua fuga de Salem, algo que eu já sabia, obviamente. Ele sorriu, enquanto eu mantinha minhas sobrancelhas levemente arqueadas, demonstrando um sutil interesse na conversa, porém minha atenção redobrou ao ouvi-lo falar de Andrew e Jerome Sibley, além de citar o avô de Nathaniel. Pelo visto, o Harkness estava mais bem informado do que eu poderia imaginar, tanto que mencionou minha "amizade de longa data" com Andrew, algo que ainda estava oculto entre alguns círculos da comunidade bruxa de Nova Orleans. Então, veio a bomba. Na verdade, admito que me perdi um pouco na conversa, já que o assunto era tão surreal que eu mal conseguia acreditar. Franzi o cenho, observando o moreno com mais seriedade e interesse, tentando absorver toda aquela loucura. Resumindo, Andrew e um bruxo chamado Peyton Sawyer, amigo dos Sibley e que mal conheci, eram clones, assim como os filhos do próprio Viktor. A essa altura eu já não sabia dizer se o Harkness era completamente doido, se só estava tirando sarro com a minha cara, ou se de fato estava realmente dizendo a verdade. Bem, ele parecia estar falando muito sério, mas confesso que ainda tinha minhas dúvidas. Era como se eu estivesse assistindo a uma grande encenação.

Viktor parecia realmente desesperado enquanto falava da família, de estarem sendo perseguidos, e de eu ser a solução para todos os seus problemas. Bem, pelo menos foi o que entendi, era muita informação em tão pouco tempo. Ele prosseguiu com a explicação, falando de um composto químico que garantia... a imortalidade? E ainda mencionou os anciões, de fato eles eram um problema enorme, mas não eram uma ameaça que não pudesse ser controlada. Foi então que o bruxo me surpreendeu de verdade, ao puxar detrás de um vaso uma caixa térmica na qual ele revelou estar o coração de seu filho Magnus. Pior, eu deveria comê-lo para me tornar imortal! Como eu deveria encarar tal coisa? Meus olhos arregalaram-se e minha boca se abriu, porém eu não sabia o que dizer. Fitei o bruxo com desconfiança, surpresa e descrença estampas nos olhos. Minha atenção voltou-se para a caixa que ele tinha nas mãos e respirei profundamente, procurando organizar meus pensamentos. Aquilo tudo era muito insano, porém eu não podia ignorar certas coisas. Sim, eu era uma pessoa de mente aberta, sabia que a ciência evoluía a cada dia, portanto, ciência e magia trabalhando juntas não era necessariamente uma coisa impossível. – Sr. Harkness... – Murmurei, tentando encontrar as palavras certas. Ergui meu olhar para o homem a minha frente, não havia nada nele que indicasse que estava mentindo. Sua aura estava clara, às vezes mostrando algumas ramificações douradas, um claro sinal de ansiedade, mas fora isso não havia mais nada.

Eu poderia entrar na mente dele e arrancar a verdade se ela estivesse muito bem escondida, mas preferi usar outra tática. Digamos, algo menos agressivo. – Sr. Harkness, eu quero realmente acreditar no que está dizendo, mas se precisa tanto assim da minha ajuda, então terá que ser ainda mais sincero comigo. – Me aproximei, apoiando uma mão suavemente sobre a do bruxo, dando a entender que ele deveria deixar a caixa de lado por enquanto. Por mais que ser imortal fosse tentador, eu não estava interessada naquilo. – O senhor e sua família estão sendo perseguidos por anciões? É isso? Para ajudá-lo, tenho que saber com o que vou ter que lidar, entende? – Olhei o bruxo no fundo dos olhos, como quem vasculha a alma minuciosamente. – Imagino que o "defeito" ao qual estava se referindo seja a imortalidade, certo? No entanto, preciso saber de outra coisa, algo mais importante. Se o Andrew Sibley que conheço é um clone, onde está o verdadeiro? – Perguntei, sem desviar meus olhos afiados dos dele. Não estava zangada nem nada, na verdade, é difícil descrever como estava me sentindo naquele momento. Por mais que o Harkness tivesse me dado respostas, eu sentia que ainda tinha algo escondido naquilo tudo. Ele tinha me espionado, sabia de coisas que não deveria saber e isso não me agradava nem um pouco. Como eu poderia confiar em alguém que preferia xeretar a meu respeito com outras pessoas, ao invés de vir falar diretamente comigo?


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