[RP] Smells Like Human Perfume

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[RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Jerome Walcott Sibley em Qui Maio 04, 2017 10:30 pm

Smells Like Human Perfume



Local: Biblioteca Pública de Salém
Participantes: Jerome Walcott Sibley e Gilles Dawnson
Clima: 22º, céu azul e dia ameno
Data/Dia/Hora: 03 de março, sexta-feira, às 13:48 da tarde
Classificação: +12
Descrição: Um humano e um ancião se conhecem por acaso numa biblioteca, desencadeando algo inesperado.




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Re: [RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Jerome Walcott Sibley em Sex Maio 05, 2017 4:31 pm


In The Winter

Uma das grandes vantagens de nossa família era o enorme acervo mágico que possuíamos, desde itens vantajosos até os livros diversos imbuídos em magia. Era uma gigantesca coleção, porém ainda assim faltavam bons livros “normais” para uma leitura agradável. Sim, mesmo sendo o grande patriarca que salvou esta família da extinção muitas décadas atrás eu ainda possuía vontades próprias, desejos, coisas que nada tinham conexão com o dever de minha vida – que obviamente causara minha morte. O grande problema era: eu estava morrendo. Acordava muitas vezes em minha cama com o corpo suando frio, o coração falhava e eu aos poucos tive de recorrer a métodos nada corretos para manter juventude. Afinal, Nick era jovem, tinha muita energia, havia ressuscitado, inclusive, mas mesmo assim sua vitalidade não me deixaria viver muito tempo – e meu neto sabia disso, por isso sua pressa que eu ajudasse o quanto antes nossa família.

Decidi ir a pé até a biblioteca pública de Salem escolher uns bons livros para uma leitura agradável, apreciando o céu azulado e os ventos que balançavam meus cabelos acobreados, deixando-os bagunçados. Sorrindo ao observar algumas pessoas ao longe caminhando com seus cães de estimação ou tomando sorvete, adentrei o edifício monumental da cidade e fui na direção das estantes altas de tintura escura e avermelhada. Eram muitos livros, com direito a dois andares, até que olhei para o alto e pude avistar um jovem rapaz de cabelos pretos parecendo entretido com um livro. Estava sentado a uma mesa quadrada de madeira bem trabalhada e lustrada, parecendo nova, próxima da balaustrada. Parecia ávido pela leitura que fazia, o que me fez subir as escadas com a mão direita a deslizar suavemente pela balaustrada, fitando-o com curiosidade.

— Pode me indicar o livro que está lendo? Parece-me bom dada a sua avidez por lê-lo. — Apontei para o livro, sorrindo. — Desculpe-me pela intromissão, Jerome Sibley. — Apresentei-me após o pedido de desculpas, estendendo a mão direita. Sua mão era macia, assim como seu aperto suave, parecendo realmente um jovem de pouca idade, porém de uma fragilidade humana incomum, quase sobrenatural. Sentei-me numa das cadeiras de frente para o rapaz, unindo os dedos enquanto apoiava os cotovelos na mesa, agraciado com a bela visão do jovem.

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Re: [RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Gilles Dawnson em Sab Maio 06, 2017 8:58 pm

And I'm caught waiting in the rain


Neblina densa, árvores secas e fantasmagóricas, corvos espreitando os mínimos movimentos de qualquer indivíduo que ousasse andar pela praça central da cidade. Minha perspectiva era que Salém fosse uma cidade vinda direto de um filme de terror clássico, o que caiu por terra no exato momento em que eu desci do trem.
Era um dia ensolarado, sem nenhuma nuvem no céu, e pelo que eu podia observar tomando um uber até o centro da cidade, não parecia muito menos movimentada que Nice no verão. Na verdade a cidade inteira parecia envolvida numa eterna decoração low-key de halloween, com alguns restaurantes, ruas temáticas e lojas esotéricas espalhadas por todos os lugares, que quase me fez esquecer que eu na verdade tinha um motivo para visitar a tal cidade.
Um dos professores de história da literatura da Loyola havia pedido uma resenha de um romance de Hawthorne, cujos volumes aparentemente tinham desaparecido tanto da biblioteca da universidade quanto do grande acervo do centro, me deixando sem saída senão procurar uma edição em outras bibliotecas, mesmo que longe de casa.

Chegando ao enorme casarão colonial que abarcava a grande coleção de tomos e documentos históricos, tive uma bela conversa com a bibliotecária sobre minha viagem e as condições de locação, que não permitiam que eu levasse o livro para fora da biblioteca. Em todo caso, em alguns minutos, a simpática senhora que havia me atendido voltava com o romance em mãos e me indicava um bom lugar para estudá-lo sem muitas distrações.

Com o livro sobre a lustrosa mesa de cedro, comecei a devorá-lo palavra por palavra, tentando compreender o caráter simbólico de alguns pontos do início da história, que conseguia ser satisfatória, apesar do enredo um tanto confuso e linguagem arcaica. Totalmente desconectado do mundo ao meu redor, não percebi que poderia estar sendo observado por alguém no mesmo recinto, até que um timbre masculino me tirou daquele intrigante transe literário.

— A Letra Escarlate, de Nathaniel Hawthorne. Só mais uma ficção histórica com um toque de conflito étnico.— hesitei por um segundo, retirando os olhos do livro e encontrando um belo sorriso emoldurado por um sombreado de barba, que emanavam um charme quase sobrenatural. Sorri em resposta e apertei a mão que ele agora estendia, aceitando então seu pedido de desculpas — Gilles Dawnson, é um prazer conhecê-lo.

O simples toque da sua mão fez um arrepio percorrer meu corpo, algo incomum, mas que já havia ocorrido uma ou outra vez desde que havia chegado à América. Toques ainda me deixavam desconcertado, e sorrisos, mais ainda.

Observei ele dar a volta na mesa, sentando-se em frente a mim enquanto seu olhar parecia analisar milimetricamente cada detalhe em minha complexão física, e por algum motivo obscuro isso não me incomodava nem um pouco.

— Hm... Eu adoraria poder ler algo diferente, mas tenho que resenhar essa história. O Retrato de Dorian Gray tem diálogos melhores... — afirmei sem muita animação, tentando prosseguir com o assunto, embora tivesse o receio de que me prolongar muito nesse assunto fosse tedioso para ele. — Então, Jerome, você é de Salém ou também está aqui de passagem?

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Re: [RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Jerome Walcott Sibley em Ter Maio 16, 2017 11:05 pm


In The Winter


Para ser honesto, o livro era apenas uma desculpa boba, pois o que me interessou havia sido o jovem e não o livro que ele lia. Ele era diferente, atraente, porém não possuía apenas beleza, tinha algo a mais. Seria inocência? Não sei, só sabia que não iria deixa-lo partir tão cedo. Pondo os braços na mesa, encarei o livro com um pouco de indiferença. Já havia lido o livro, obviamente, assim como muitos que nunca foram postos em bibliotecas ou vendidos, livros ocultos cuja verdade era desconhecida para a maioria. Era como ser membro de um “clube do livro sobrenatural”. Ele apresentou-se como Gilles Dawnson. Seu nome ficou marcado na memória, enquanto ele referenciava Dorian Gray, o que me arrancou um sorrisinho.

— Eu amo Dorian Gray, há tanto ali que faz pensar! Os diálogos com tantas múltiplas interpretações! Eu realmente amo aquele trabalho... — sorri largamente relembrando da primeira vez que li Dorian Gray e de como minha mente mudara logo em seguida!

— O que acha de explorarmos um pouco mais essa biblioteca? Acredito que podemos escolher um livro melhor que o que está lendo, pode lê-lo depois. Venha. — Com o queixo apontei para as infinitas prateleiras do segundo andar, saindo de meu assento e vasculhando-o em busca de bons livros.

— Sou nascido e criado em Salem, é a minha cidade, definitivamente. Achei! — falei empolgado, vasculhando as prateleiras e encontrando o que eu queria. Estendi o livro para o jovem, esperando que ele ao menos considerasse lê-lo depois. Tratava-se de Cânticos de Sangue, um livro de leitura fluida e muito belo. Ele iria gostar.

— O que te trouxe a Salem? Parece que você é da cidade grande, me pergunto o que veio fazer numa cidade fantasmagórica como Salem... — perguntei-o com um riso enquanto sentava-me de perna dobrada na cadeira de antes, apoiando o queixo nos punhos fechados.


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Re: [RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Gilles Dawnson em Qui Maio 18, 2017 12:17 am

And I'm caught waiting in the rain


Fosse por culpa do jeito frio de todos na França, ou por minha própria incapacidade de lidar com homens ao mesmo tempo atraentes e inteligentes, aquele sorrisinho contente de quem apreciava Wilde era de aquecer o coração. Geralmente nessas horas, minha capacidade comunicativa insistia em falhar, deixando um silêncio estranho tomar conta do ambiente. Felizmente, aquele ser extrovertido cortou o silêncio com uma precisão cirúrgica, fazendo uma proposta difícil de recusar, e que me permitia responder-lhe de maneira monossilábica sem parecer forçado.

— Hm... Ok! — Levantei e segui atrás dele pelo caminho que levava ao segundo andar, sempre contemplativo diante das altas prateleiras de madeira escura. Eu prestava atenção em títulos aleatórios, tentando me desviar de quaisquer pensamentos que envolvessem o sorriso meigo que havia visto momentos atrás, enquanto ele procurava algo em específico, e pelo que conseguia ver, estávamos em algum lugar entre dramas românticos e ficção histórica.
Jerome então revelava que era natural de Salém, numa empolgação tão contagiante quanto a de um adolescente que ganha um presente caro. Ele tirou o livro da prateleira e me entregou, obrigando nossos olhares a se encontrarem por um momento que se arrastava vagarosamente, como se o tempo nos desse algum tempo a mais para "colher o dia".

— Cânticos de Sangue. Parece algo que um bruxo leria. — Comentei em voz baixa enquanto voltávamos rapidamente para a mesa de antes, sem intenção de que ele me respondesse. Me sentei no lugar de antes, colocando o livro sobre aquele que lia anteriormente, enquanto nosso diálogo finalmente mudava de foco. Era certo que eu tinha motivos para estar aqui, que não era muito interessantes, mas se esse era o desejo dele, ficaria feliz em compartilhar.

— Trabalhos à parte, eu realmente queria conhecer lugares novos e Salém parecia  ideal. Não é tão longe de Harvard, tem uma biblioteca rica e uma atmosfera misteriosa envolvendo o passado da cidade... Me faz lembrar um pouco de casa, só que com menos flores. — Sorri, tocando a superfície da mesa de cedro, encarando o livro que ele me havia entregue há poucos minutos. Fiquei tentado a folheá-lo para descobrir os supostos segredos malévolos sugeridos pelo exórdio, mas seria rude da minha parte trocar uma companhia tão agradável por algo não tão imediato. Sorri com o canto dos lábios, voltando meu olhar novamente para sua face, aos poucos tomando coragem para convidá-lo para sair dali, para achar um lugar onde não houvessem tantas distrações e eu pudesse me concentrar apenas em aproveitar um momento com um novo amigo.

— Vamos fazer o seguinte. Se você descobrir de onde eu vim eu te pago um café, ou um jantar, se disser a cidade exata. Pode escolher o local, já que não conheço nenhum. — Ri, imitando a posição em que ele se encontrava, esperando sinceramente que meu sotaque já tivesse entregado minha nacionalidade desde q hora em que trocamos nossas primeiras palavras.



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Re: [RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Jerome Walcott Sibley em Ter Maio 23, 2017 9:51 pm


In The Winter


Por um longo momento, me perguntava se era uma sábia escolha estar tão envolvido com aquele jovem humano. Ele era completamente isento de magia, não tinha ligação nenhuma com o mundo sobrenatural e atraí-lo para toda a loucura seria um verdadeiro assassinato. Eu deveria me afastar dele e cortar laços, antes que o pior acontecesse. ”Você não fez nada de errado, apenas está criando amizades! Não é um pecado ter amigos além de sua família, Jerome...” uma voz sussurrou em minha mente, fazendo-me levar o dedão aos lábios comprimidos enquanto ouvia o moreno de olhos dóceis falar os motivos de ter ido à Salem. Havia sido algo pessoal, uma decisão sua, o que já denotava certo mistério. As pessoas eram mais comumente atraídas para Nova Iorque, São Francisco, Los Angeles, Rio de Janeiro, México... Salem não parecia ser um lugar ideal para espairecer.

E então, o moreno decidiu pôr mistério em nossa conversa, me desafiando a adivinhar qual seu local de origem, o que me fez estreitar os olhos e suspirar. Seria fácil induzi-lo a falar o lugar, mas como eu queria agir normalmente naquele dia, achei melhor ser honesto e tentar acertar da forma mais humana a possível: chutando. Ele tinha algo de belo, exótico, envolvente, mas ao mesmo tempo inalcançável... Não, essa era basicamente a aura dele, não poderia me indicar muito de onde ele era.

— Você é delicado, aparenta certa fragilidade, é culto, possui um sotaque exótico... poderia dizer que você é europeu, em primeiro lugar. Talvez seja irlandês, islandês, francês... você me lembra um pouco os asiáticos, mas sua aparência não o entrega. — Comentei enquanto tentava em vão acertar um único país de origem para o moreno. Seria uma pena, iria perder a chance de conhecer melhor o belo Gilles num jantar que ele se oferecera a pagar caso eu acertasse. Decidi então me abrir mais um pouco.

— Bem... que tal irmos jantar? Eu pago, já que eu errei tremendamente. Pelo visto não sou bom em jogos de adivinhação. — Perguntei a ele esboçando um sorriso de vergonha pela derrota, apesar de acha-lo uma companhia mais que agradável. Seus olhos eram como um farol que guiavam meu caminho pela escuridão que estava sendo minha vida nesses últimos dias, com toda a balbúrdia sobre minha ressurreição milagrosa e ao mesmo tempo a morte de meu neto, o sumiço da barreira anti-magia e tudo o mais.

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Re: [RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Gilles Dawnson em Seg Maio 29, 2017 3:28 am

And I'm caught waiting in the rain


— Não é bem assim, você acertou em cheio na terceira tentativa, então como prêmio de consolação, eu insisto em dividir a conta com você. — Se ele havia errado inicialmente apenas para fazer charme, com toda certeza havia funcionado, e se havia apenas chutado a resposta, era um chute certeiro em que marcava pontos extras por cavalheirismo. Me senti na obrigação de revelar algo mais que o óbvio, dando um voto de confiança para meu novo amigo,que poderia revelar muito sobre mim caso ele soubesse ler as entrelinhas.

— Eu sou de Lyon, mas vivi em Grasse pelos últimos 18 anos. Meus pais são donos de uma das maiores plantações de jasmim da região e quando eu era menor, todas as vezes que tinha que ir para lá, sentia um arrepio ansioso. No nosso aperto de mãos eu tive esse mesmo arrepio... Você acredita em pressentimentos? —Senti meu rosto esquentar por ter dito algo do gênero em voz alta e então fiz questão de disfarçar o constrangimento, desviando o olhar para o grande relógio de parede do outro lado da sala. Os ponteiros marcavam quinze para as cinco, ainda muito cedo para jantar, mas não para um passeio nas praças da cidade ou nas lojinhas de souvenirs. Virei novamente para ele, com um sorriso simpático, os dois livros que me interessavam em mãos, impulsionando a cadeira para trás e finalmente me levantando, convidando-o a fazer o mesmo.

— Enfim... Acho que já tenho informações suficientes para minha resenha. Podemos ir para outro lugar para continuar nossa conversa, de preferência um que seja permitido falar um pouco mais alto. — Apontei discretamente para a velha senhora que me havia recebido mais cedo, que olhava para nós dois de longe, com um olhar de reprovação, o mesmo olhar de reprovação seca e austera que qualquer professor de literatura adepto da métrica tradicional teria ao ser questionado sobre os movimentos modernistas. Nisso, percebi que não poderia alugar nenhum dos dois livros sem registro prévio, então acenei para a bibliotecária, indicando que deixaria ambos livros em cima da mesa para serem recolhidos posteriormente, e com seu sinal positivo me senti livre para prosseguir no passeio com Jerome, embora não soubesse o destino final daquela tarde.

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Re: [RP] Smells Like Human Perfume

Mensagem por Jerome Walcott Sibley em Sab Jun 03, 2017 9:38 pm


In The Winter


A companhia do jovem Gilles era agradável, estar com ele fazia-me esquecer completamente de que estava no meio de uma guerra, de que eu havia ressuscitado e de que eu tinha quase cem anos, no mínimo. Era como um sopro de normalidade e casualidade, como se eu fosse um qualquer numa biblioteca procurando por um bom livro. Ele insistiu para que dividíssemos a conta, revelando que era francês, inclusive revelando um pouco mais sobre ele. Ele era de Lyon, havia sido criado em Grasse, seus pais tinham a melhor plantação de jasmim e eu havia provocado o mesmo arrepio que ele sentia quando sentia o perfume da flor. Bem, bom saber. Sorri meio sem jeito, corando um pouco, provavelmente. Ninguém nunca havia dito uma coisa tão... exótica e romântica. Ao ser questionado sobre pressentimentos, vacilei um pouco antes de responder.

— Creio que sim, nada é completa coincidência. O Universo sempre possui seus planos. — Dei de ombros sem querer parecer cético ou filósofo demais, geralmente quando eu começava a falar de minhas crenças ou eu falava demais e as pessoas não entendiam meu ponto de vista ou discordavam e brigas surgiam por me acharem contraditório ou estranho.

Apontando para a bibliotecária idosa com cara de poucos amigos o meu mais novo amigo indicou que saíssemos do local o quanto antes, e foi o que fizemos. Gilles deixou os dois livros para trás, e então fomos caminhando enquanto eu vez ou outra apontava algum lugar conhecido que eu sabia que ele gostaria. Havia a praça, a biblioteca da qual saímos anteriormente, óbvio, alguns locais decidi não mostrar-lhe, como algumas lojas e bares voltados exclusivamente a bruxas, criaturas e um bar próprio para caçadores que minha raça nem preferia falar em voz alta. Assim que chegamos na “Pie Hole”, abri a porta para o moreno e sentamos numa mesa próxima da janela que dava uma boa visão da cidade lá fora. Pelo que sabia, o local era dono da melhor torta de Salem.

— O que vai querer? — perguntei ocasionalmente para Gilles, pedindo uma fatia de torta salgada. Após seu pedido, uni minhas mãos, observando o jovem.

— Seus pais... onde estão? Aposto que não deve ter desejado seguir a carreira de seus pais no ramo de perfumes... — perguntei um pouco curioso, imaginando muitas coisas sobre o rapaz, como se o mesmo fosse um livro que eu precisasse desvendar e traduzir, ler até a última página.

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