[RP] Old Friends Or New Enemies?

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[RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Samuel C. Fields em Sab Abr 29, 2017 10:19 am

Old Friends Or New Enemies?



Local: Quartel Francês
Participantes: Samuel C. Fields e Lexington B. Jovchelovitc
Clima: 20°, céu levemente cinzento com poucos raios solares escapando das nuvens
Data/Dia/Hora: 25 de março, sábado, 13h37min
Classificação: +12
Descrição: O recém-chegado caçador Samuel Fields acaba por encontrar um antigo conhecido, Lexington, no meio das ruas de Nova Orleans, entretanto seu antigo parceiro de caça está bastante mudado.




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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Samuel C. Fields em Sab Abr 29, 2017 11:30 am




Pela milésima vez olhei a foto, passeando o dedo indicador pelos traços sutis de meu irmão. Éramos iguais, ao ponto de nossos pais se confundirem, até, o que sempre foi motivo de risadas e muitas brincadeiras. Desde a morte de Johan, tudo havia ficado nebuloso e confuso, minha mãe se aposentou como caçadora e foi embora morar com uma tia, em luto por perder esposo e filho. Obviamente foi dolorido ver que ela nem mesmo havia cogitado ficar em São Francisco por mim, seu filho, mas como sempre Johan foi o lado da balança que mais pesou. E eu não sentia inveja, apesar disso, sentia-me orgulhoso por meu irmão ser tão adorável, diferente de mim, um caçador cujo propósito era apenas caçar e caçar. Johan cursava faculdade, queria ter uma vida, uma família, enquanto eu cheguei até mesmo a ficar com raiva dele por ter me deixado para trás.

De qualquer forma, não adiantava reclamar.

Saí do bar ainda com os olhos pesados e os ombros caídos, titubeando um pouco devido às doses colossais de uísque, tequila, vodca e gim. Havia estado nesse longo jogo, o álcool e eu: ele tentava me destruir e eu sobrevivia sempre, mesmo indo parar em hospitais por diversas vezes por conta dos comas alcoólicos. Meus amigos diziam besteiras, ou melhor dizendo, meus parceiros de trabalho falavam merda, coisas como “os conselheiros não gostam de suas atitudes” ou “eles estão decepcionados com tanto talento sendo jogado fora”. Tudo uma desculpa para terem mais uma formiguinha liderando os novatos cheirando a leite. Cá entre nós, mas noventa por cento dos caçadores eram jovens na puberdade que apreciavam demais as jaquetas de couro, as botas, os carros legais e o porte de infinitas armas e as lutas que aprendíamos... em outras palavras: fãs chatos de séries de fantasia que achavam tudo uma aventura divertida.

Mesmo bêbado, assim que saí do bar pude vê-lo. Faziam-se meses desde o seu sumiço e ele havia sido confirmado como morto após o primeiro mês desaparecido. Tínhamos códigos e, mesmo que fosse sequestrado – o que era impossível já que bruxas não agiam dessa forma – ele saberia deixar uma mensagem que fosse. Lexington era complicado, lembro-me bem; um jovem franzino quieto e temido por ter assassinado seu próprio pai a sangue frio após ele deixar propositalmente uma bruxa matar a sua própria esposa, tudo com o garoto ainda observando. Era ele! Corri na sua direção apesar dos transeuntes e turistas lentos, até que numa parte um pouco menos movimentada numa rua cheia de lojas eu finalmente consegui alcança-lo. Puxei-o pelo ombro direito, chamando sua atenção.

— Por onde se meteu, Lexington? Todos nós estávamos te procurando feito doidos! — gritei um pouco esbaforido graças ao esforço enorme de correr ainda recentemente alterado pelo álcool ingerido a madrugada inteira. Roucamente, pigarreei e levei minha mão ao seu rosto, notando algo de diferente.

— Você está diferente. — Podia estar com os primeiros sintomas de ressaca, mas era simplesmente inegável que meus sentidos de caçador me informavam gritando que algo havia mudado.



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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Lexington B. Jovchelovitc em Ter Maio 02, 2017 12:43 am





Não sabia como minha antiga família havia se relacionado sobre mim, e pessoalmente já não devia ser de modo bom e educado de qualquer forma. Pensando nisso, havia pedido licença do departamento de polícia por alguns meses enquanto estava com Andrew e eu aprendia a lidar com essa forma e meu temperamento escamoso. Não fora difícil sumir um tempo e retornar depois de a maioria dos meus problemas a serem resolvidos se foram.

Tirando a normalidade de foco, poderiam me achar idiota em continuar na cidade onde tudo aconteceu, mas qual a melhor moradia do que o local que iniciou essa vida nova? O emprego estaria de volta, os caçadores me deixariam em paz enquanto estivessem com medo de mim e meu aprimoramento, as bruxas não mexeriam comigo porque não era um problema pra elas. Incluindo tudo, tinha quase tudo conforme o plano feito por uma criança, meus primeiros dias de volta ao serviço foram pra me colocar a par de tudo e concluir um novo treinamento da prática do local.

Deveria dizer que foi chato, mas concluindo que nunca havia feito aquela adaptação completa, aquilo foi bem instrutivo. Foi comum, nenhum caso, ou problema que eu precisasse acompanhar e em alguns dias poderia assumir o posto que me realocaram no ano passado. Minha sensibilidade me deixava a par de como os outros estavam com relação a isso, julgando pequenos sinais que demonstravam e de modo geral eu era o estranho retornando ao posto. Fora o mistério de me ter como chefe deles, nenhum parecia preocupado com perder o emprego, ou troca de turno.

Sai da delegacia para o almoço e segui pelas ruas como um estranho tentando ir para uma lanchonete longe dos locais mais comuns deles irem. Já bastava ter de sorrir como um palhaço por educação, não precisava ver aqueles patrulheiros nojentos comendo rosquinhas, ou coisas cobertas de molho que os rebaixavam para crianças rapidamente. Não parecia que o dia ainda estava na metade e mesmo assim queria que já estivesse no fim devido a tudo que tive de acompanhar só naquela parte da manhã.

Uma camisa xadrez vermelha e a jaqueta preta, jeans escuros e sapatos de couro preto eram o meu uniforme não oficial do dia. Sabia que esse estilo era meio que tradicional de alguns caçadores, mas meu armário não variava muito disso, basicamente era o social como um adolescente, esse estilo caçador e a moda pra festas. Pensando em festas lembrei de empadões e a barriga concordou então virei uma esquina da avenida bêbada repleta de bares para o desvio pelos turistas olhando até o asfalto peculiar da curta rua.

Revirava os olhos a cada quase trombada que um deles me faziam dar, saindo daquela rua curta iria para uma com várias lojas e em seguida partiria para as lanchonetes que eram meu objetivo momentâneo. Levei um susto com uma mão no meu ombro, captei a origem rapidamente percebendo ser de um homem com pressa e claramente mais alto e forte que eu pela facilidade que foi girando meu corpo. Me girou quase como se quisesse que eu caísse e assim que eu ouvi sua voz, registrei sua face e por fim processei o que ele queria minha realidade pesou nos ombros.

Não era um delegado comum, eu era uma criatura e o passado estava na minha frente só pra dizer que eu não podia deixar ele pra trás. Semicerrei os olhos tentando reconhecer algum vestígio que indicasse aquilo como armadilha, talvez uma incerteza nele com o perigo mortal que corria ao me tratar como um qualquer daquele modo. Fechei meus olhos afastando um pouco minha cabeça com o a mão dele no meu rosto e segurei seu pulso para afastar o mesmo de mim.

Desci o olhar com a mão dele se afastando de mim a força e levantei o olhar negando com o rosto: - Não me toque. - Soltei seu pulso e me permiti dar um passo pra traz porque ele não era mesmo pequeno e àquela altura ia me dar dor no pescoço logo. Dei de ombros e olhei para a rua que vim rapidamente: - Não creio que estavam mesmo me procurando, já não gostavam mesmo de mim e agora menos ainda. - Respirei fundo querendo jogar algum comentário específico pra ele ir embora, mas senti a morte alcoólica vinda dele e julguei que ele sequer soubesse do motivo de eu sumir.

Quem estaria bebendo àquela hora e ainda conseguiria se manter de pé sendo desse tamanho. Ele devia ter alguma racionalidade realmente, pois pelo menos se lembrou de mim e deve ter me seguido desde a rua dos bares como uma lembrança ambulante que ele agarrou e foi até a fonte. Presumi que ele tivesse consciência razoável para perigo de perder a vida e o avisei: - Se afaste de mim e esqueça que me viu vivo. Seus superiores não vão querer saber se estou vivo e menos ainda onde estou. Diminua seus problemas no dia, sua bebida já está te deixando pouco confiável mesmo. - Sorri de canto de boca tentando ser educado e me mantive parado o olhando só pra confirmar que ele não iria atrás de mim de novo.

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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Samuel C. Fields em Qua Maio 17, 2017 5:27 pm




Perder um amigo caçador era sempre complicado, sempre. Éramos como uma irmandade, onde um protegia o outro, sendo um grupo, uma comunidade, com pontos de encontro espalhados pelo país onde sempre nos aceitávamos e dávamos suporte um para o outro. Pelo menos, era assim que eu via o mundo dos caçadores logo no início, vendo meu pai retornar todos os dias cansado, porém feliz. “Um dia você viajará por todo o país salvando a humanidade, filho” dizia ele com um largo sorriso, e então me contava da maldade que as bruxas faziam, como elas eram perversas e mereciam serem extintas. Não sabia exatamente o porquê, mas ver Lexington ali à minha frente despertava o mesmo sentimento de descoberta de um mundo novo e desconhecido, a mesma coisa que eu senti quando aos poucos fui descobrindo sobre a podridão que infectava toda a comunidade dos caçadores – e todos os inocentes mortos.

Primeiro, Lex segurou meu pulso com força ao ponto de quase quebra-lo, quase me fazendo cair de joelhos, entretanto esta não fora sua intenção, pois logo ele me soltara ordenando que eu não o tocasse. Assim que me soltou ele recuou como um gato de rua que ataque e foge, parecia assustado, na verdade. Ergui as mãos como forma de rendição, demonstrando que minha intenção não era machuca-lo. “Não creio que estavam mesmo me procurando, já não gostavam mesmo de mim e agora menos ainda.”, disse ele, o que me fez respirar profundamente e levar a mão direita a cintura. Assenti, piscando lentamente os olhos.

— Isso eu não posso negar, meu camarada, eles te odeiam. Achavam você uma aberração e a maioria até achou bom, mas... eu aqui procurei você feito louco. Depois de quarento e oito horas de sumiço logo consideraram você morto, mas prossegui, diferentemente dos hipócritas que fazem matanças sem motivos eu me importo com todos, você incluso. — Falei honestamente, não poupando nem uma única palavra do caçador, unindo as mãos e desunindo-as enquanto explicava minhas reais intenções e, o mais importante, minha rixa com a comunidade dos caçadores.

— Não faço ideia do que te fez sumir desse jeito e largar a comunidade, mas se ainda pretende fazer o bem, estarei aqui. Soube que está na polícia, e isso já significa muita coisa. Posso ajuda-lo. Pra ser sincero odeio tudo relacionado aos caçadores, não sei se já percebeu. Não ligo para os meus superiores, eu venho caçando por conta própria, apenas quem merece... — falei baixo para ele, aproximando-me dele e pondo a mão direita em seu ombro, já ciente de que ele tentaria mais uma vez segurar meu pulso e quem sabe ele quebrasse dessa vez.

— Podemos conversar em particular? — perguntei olhando o movimento ao nosso redor, atento.



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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Lexington B. Jovchelovitc em Sab Maio 20, 2017 9:31 am





Eu devia me sentir culpado por ele ter se preocupado comigo, mas nem verdade sentia nas palavras dele. Estranhamente aquela bebida que ele bebeu me fez perdeu total interesse em suas palavras, pois não queria saber se ele falaria verdade e iria embora rapidamente. Repensei os últimos vislumbres de ideias e sorri sem graça lembrando de duas ou três ideias atrás que tive. Iria embora sem olhar pra trás, e também de que realmente aquele encontro com ele não ia demorar mesmo sendo educado e ter certeza de que ele me deixaria em paz.

Seus comentários sobre a comunidade me deixou contente, de uma forma diferente, como assistir a uma vitória do amigo, mas com todo o enredo diferente. Samuel não era nada pra mim, já que pouco depois que o conheci meu mundo virou de cabeça pra baixo e ele não passava de uma memória de outra vida. Podia até pensar que essa outra vida me perseguiu por eu ter voltado pra polícia, mas era exagero demais pra ficar elaborando teorias como aquelas.

Senti uma pressão na lateral do meu corpo e como uma previsão, senti uma mão no meu ombro. Desci o olhar para sua mão como que desafiando aquele segundo toque em mim, segui seu membro e o olhei os olhos com a sua pergunta no ar. Meus ouvidos pareceram se expandir e as vibrações do ambiente pareceram me deixar sem pontos cegos com um vislumbre do foco das pessoas próximas e as direções livres a se seguir. Nada na rua das lojas e o beco não vinha ninguém mais por mais alguns metros, prossegui liberando as asas com a pressa de uma corrida.

Abri e segurei o pulso de Sam de maneira mais medieval e segura, sorri e percorri o braço dele para a nuca dele que era meio alta pela altura diferente. Puxei a gola pra baixo e em uma rápida flexão dos meus joelhos saltei e o trouxe comigo até uma parede como apoio pra mim. Parei me segurando na parede, perfurado um pouco a mesma com as garras revirei os olhos pois nem metade do prédio havia chegado, olhei pra baixo e o avisei: - Segura firme. - Abri as asas e comecei batendo pra me erguer de onde estava. Logo pude soltar a parede e com rapidez a altitude subindo como um elevador com o esforço quase ritmado a cada batida mais forte.

Não fora difícil, mas a primeira vez que ergo alguém vivo, devo dizer que foi estranho dado o peso dele não ser pouco. Soltei ele no telhado do prédio onde estávamos perto, voei um pouco pra frente girando meu corpo pra ele e pousei arqueando as sobrancelhas: - Já entendeu o incomodo enorme que eu me tornei pra Irmandade? - Inclinei a cabeça pra trás com as asas se recolhendo e em seguida sendo guardadas. Dei de ombros prosseguindo com o assunto: - Estava com Andrew Sibley no ano passado desde que sumi até o Halloween, me afastei dele porque o Senhor das Trevas entrou em contato comigo querendo uma coisa.

Desviei o olhar e coloquei minhas mãos nos bolsos como se fosse uma história muito longa, mas retornei a olhar os olhos dele pra não soar falso, ou perdido enquanto contava: - Ele queria Alyssa morta, mas tive a brilhante ideia de matar o Sahaim de Salem, o Nickolay. Não deu muito certo, pelo visto. - Revirei os olhos: - Desde então voltei pra cá e estou tentando me estabilizar já que não sou bem vindo em nenhum dos lados, ainda posso servir de mercenário, ou algo parecido. - Dei de ombros: - Já completei a lacuna do porquê sumi, o que mais quer saber?

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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Samuel C. Fields em Sab Maio 20, 2017 4:27 pm




Se eu não fosse tão esperto poderia supor que ele nutria um ódio genuíno por mim, o caçador insistente que buscava respostas e que se intrometia em assuntos alheios de alguém que eu mal conhecia. Não parecia certo, mas eu havia tentado mesmo assim e conseguido pelo menos atrair a atenção do caçador para mim um pouco. Sua resposta não foi boa, contudo. Primeiramente ele põe asas para fora de suas costas e me puxa para o telhado de um prédio. A essa altura toda a bebida em meu organismo havia sido liquidada e eu estava completamente sóbrio, na verdade apenas um pouco de vertigem parecia me atingir. Limpei o suor da testa pelo susto e olhei para baixo ficando perto da beirada, mas logo olhei o moreno, ouvindo-o. Ele havia ficado com o Sibley que morava em Nova Orleans, havia de alguma forma tido contato com o Senhor das Trevas e matou Nicolai, o Samhain de Salem, ao invés de matar Alyssa, a Samhain de Nova Orleans. O que o levou a fazer isso eu não sabia, mas receber pessoalmente uma visita do Lorde do Inferno e não obedecê-lo me pareceu ser algo que o jovem rebelde faria.

— Tudo bem, isso é só um pouco confuso. — Ergui as mãos para ele e fechei os olhos, massageando as têmporas e suspirando, fitando o moreno. — Olha, não quero nada de você, não vou te entregar a ninguém e nem irei citar nosso encontro ou nossa conversa para ninguém. Eu estava pensando em me juntar à polícia, muita gente aparece morta nessa cidade, tudo é muito misterioso e talvez eu possa ajudar, talvez encobrir um pouco as coisas. Como eu já disse, só quero fazer meu trabalho em paz e sozinho, bem longe dos hipócritas da comunidade de caçadores. — Admiti meu próprio plano, pequeno e simples, isento de genialidade ou covardia – visto que a qualquer dia desses caçadores poderiam querer me irritar por eu não reportar minhas missões e fazer tudo por conta própria.

— Mas... temos algo em comum, podemos trabalhar juntos, prevenir a morte de humanos e até mesmo bruxas e criaturas inocentes. O que acha? — sugeri, sentando-me no parapeito do prédio, não querendo olhar para baixo – ou eu ficaria tonto e com vertigem de novo. — Amigos? — estendi a mão direita para um aperto, esperando por uma resposta do moreno de asas gigantescas.



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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Lexington B. Jovchelovitc em Qui Maio 25, 2017 6:15 am





Sorri ouvindo as palavras dele e neguei com a cabeça tentando assimilar o conjunto de absurdos que acabara de ouvir. Parecia ainda o mesmo Samuel de um ano atrás, com ideais parecendo semelhantes, mas muito afastados. Ele realmente não devia ter ideia do quão ridículo era ele falando aquilo, ainda mais estando sozinho. Lembrando do passado, nem eu era, ou seria tão burro assim pra sair da Irmandade sem mais nem menos e ainda humano como se fosse assim fácil.

Meu sorriso sumiu do meu rosto como a água de uma fonte que secou, bati na mão e cuspi a minha incredulidade com força nele: - Acha mesmo que sou idiota? Ah peraí. - Me calei e enfiei a mão no bolso esquerdo da jaqueta procurando a pedra e a erguendo sob a cabeça pra ver o brilho da mesma. Arqueei as sobrancelhas pela cor normal não ter mudado e abaixei a mão voltando a olhar pra ele. Dei de ombros: - Aparentemente a magia concorda com você de certa forma, não apresenta perigo a mim, mas acreditar no que diz é outra história.

- O último humano com essa ideia de sair da Irmandade por ela ser corrupta e tentar algo mais justo, foi Clarmike Hughes e sabe o que ele queria? - Semicerrei os olhos pra ele: - Não apenas usar o filho bruxo como cão de briga, mas fazer um exército misturado dos mais fortes e criar um mundo sob a ideologia dele. - Sorri malicioso suavizando os olhos: - Não precisa segurar a respiração por isso, ele já está morto. Então não, eu não confio em caçadores que dizem trocar de lado apenas por tédio de seus empregos chatos, ou por suas tarefas monótonas.

Neguei com a cabeça um pouco e segui com os olhos semicerrados me aproximando dele: - Você não faz ideia do que é sair da Irmandade, ser um extremista, ou causa tanto medo que prefere você fora dela sem nenhuma prova de vida, do que trabalhando ao lado deles. Ah não, claro que não. Seus problemas não são nada perto de alguém explodindo pela magia descontrolada, ou amaldiçoada com uma forma estranha por bruxas querendo causar o terror. - Deixei os olhos mudarem como uma alteração natural pelo meu humor, a mão direita completamente transformada e virei as costas dela pra ele.

- Isso não se consegue com um maquiador profissional de filmes, mas sim com uma tentativa de realizar o Grande Rito. - Me ergui novamente, abaixei a mão perdendo os detalhes extras e apontei pra frente enquanto ainda o olhava nos olhos: - Eu vou limpar essa cidade dos caçadores por bem como delegado, ou por outro meio e estou avisando pra ir embora. - Arqueei as sobrancelhas novamente como aviso. De fato confiar em outra pessoa era difícil, mas sendo um caçador era pior ainda, pois sabia praticamente todos os jogos psicológicos que faziam e desviar deles era... complicado.

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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Samuel C. Fields em Dom Maio 28, 2017 12:55 am




A sociedade secreta dos caçadores havia se tornado em algo sujo e podre, onde todas as bruxas sem exceções eram mortas, as criaturas eram perseguidas e não haviam meios termos ou conversas, muito menos acordos entre raças. Sempre soube que havia algo de errado com o caminho que me era entregue pelas mãos firmes de meus pais, porém só vim realmente confirmar aquilo quando soube da morte de meu pai e meu irmão. “Bruxas sórdidas entraram no caminho de seu pai e de seu irmão gêmeo, Samuel”, disseram-me, mas não passava de uma mentira macabra para encobrir que o motivo real de minha família ter sido massacrada era algo simples: eles queriam uma vida normal e foram excluídos por isso.

Ver Lexington recusar tanto e até mesmo debochar, rechaçando meus ideais e planos, apenas reforçou que eu deveria fazer alguma coisa, me erguer, desafiá-los, e não porque eu queria dar uma de rebelde, mas sim porque eu devia fazer o que eu achava que era certo. O ex-caçador chegou perto de mim e ergueu uma pedra mágica que não mudou de cor, e confirmando que eu não era uma ameaça, ele citou Clarmike Hughes, uma figura de ódio destilado de toda a comunidade de caçadores. Sabia que ele estava morto, seu filho fora o responsável por sua morte, e eu sabia que aquilo era um alívio; ter um monstro a menos com ideologias extremistas por aí. Cruzei os braços, dando de ombros.

— E daí? Clarmike Hughes queria construir um exército de super-seres que seriam seus filhos e lacaios, soldados pessoais... eu não sei se você tem uma boa audição mas eu disse que apenas quero viver em paz e caçar quem realmente deve ser caçado, só isso. Nada de ambição, nada de revolução ou extremismo, nem atentados terroristas ou exército de bruxas, só quero fazer o que eu acho ser o certo. — Descruzei os braços e arrisquei me aproximar do moreno, que despejava uma ameaça explícita. Sorri de canto e soergui uma sobrancelha enquanto olhava para a cidade lá em baixo.

— Olha só, se quiser me ameaçar e me fazer de inimigo, pode vir, cara. Só quero caçar as pessoas que fazem o mal. Houve uma missão, onde caçadores caçaram implacavelmente duas bruxas só porque elas foram vistas levitando bonecas, elas tinham doze anos! Alguns caçadores estupram as bruxas, matam, torturam, é como se fosse a porra da Inquisição, Lexington! Como pode querer ficar aí lamuriando sobre sua condição e sobre fugir da Irmandade quando você não faz nada? Eu pelo menos matei um abusador, um pedófilo e um caçador de bruxas que tentou matar uma criança nesses dois últimos meses! Isso já é uma coisa, não é? E você, hã? Dando pro Sibley? Lamentando sobre suas asas maneiras e os poderes? — explodi, minha voz estava alta, eu estava irritado com o outro e não conseguia entender como um ser humano podia ser tão persistente – se bem que ele não era mais um ser humano. Toquei meu dedo indicador no seu peitoral enquanto falava, dando-lhe um empurrão final.

— Meu irmão gêmeo foi morto “acidentalmente” por bruxas quando tentou ir para a faculdade e largar a Irmandade, meu pai morreu porque decidiu caçar bruxas que realmente ofereciam um risco à humanidade, como as adoradoras de Lúcifer e demônios, e não as boas que veneram a natureza e dançam peladas na luz da lua cheia... entende que há pessoas boas e ruins? Meu pai e meu irmão eram bons homens, estou tentando seguir o mesmo caminho, Lex. Se não quer me ajudar ou não quer ser ajudado, não há nada que eu possa fazer... — falei de costas para o moreno, encarando o vai e vem da população inocente da cidade, enquanto sentia meus olhos arderem. Espantei as memórias ruins e me virei para o ex-caçador de asas enormes e olhei ao meu redor percebendo que eu não tinha como descer dali de cima.

— Pode pelo menos me colocar lá em baixo, por favor? — pedi educadamente, passando a mão pela nuca, pois eu realmente não podia pular de vários andares e cair bem lá no chão.



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Re: [RP] Old Friends Or New Enemies?

Mensagem por Lexington B. Jovchelovitc em Qui Jun 22, 2017 5:15 am





As palavras dele pareciam boas de verdade, mas quando se está do outro lado do jogo, a crença nas pessoas diminui drasticamente. Levando em conta meu passado, ele que já não estava em uma posição boa, ele apenas jogou gasolina e atirou um fósforo aceso. Estava incrédulo que ele queria me dizer como os caçadores eram, e achando que apenas ter asas é o máximo. Era irônico porquê desse lado devia ser mesmo muito legal, mas lidar com os sentidos aumentados e aquele caminho sem volta não tem como comparar uma vida humana com o que eu tinha pra viver.

Meu suor era venenoso e qualquer líquido do meu corpo deixava qualquer um desmaiado por horas. Desacordar Samuel e sumir passou como um flash em minha mente nesse momento, mas de nada valia porque não ia sair da cidade. Eu não tinha mais casa pra voltar, então faria de New Orleans como minha cidade natal por ser onde me transformaram e limparia ela de todos os caçadores. O questionamento do outro me forçou a olhar como ele pra mim como um arrogante e egoísta que queria esse ideal só pra mim. Não sei como ele fez eu me ver desse modo, talvez a ousadia, ou a tentativa de me derrubar com um indicador no meu peito.

Sua história familiar foi como me colocar preso na cadeira para aqueles documentários chatos de horas sem nenhuma informação realmente útil no futuro próximo. Não queria acreditar que ele estava tentando falar de perda pra mim, sendo eu mesmo a prova viva de boa parte dos erros dos caçadores. Peguei o celular e mandei uma mensagem para Susan “Acorda as meninas e pega o caderno de registro no escritório. Chego aí em cinco minutos.” Abri as asas logo que o outro se virou, dei de ombros com a pergunta dele e avancei contra o mesmo.

O peguei por debaixo dos braços e impulsionei pra cima pegando impulso antes de o derrubar no parapeito. O voo fora mais prático que o anterior, segui pela cidade para a parte rica onde tinham as casas grandes de ricos e muita história da cidade. Ele não sabia o que eu iria fazer, pois bem, que ficasse assim até o destino. Me aproximava da casa das meninas e avancei quase como um rasante na direção da sacada de cima. Abri mais as asas e o soltei como se ele pulasse dois degraus, saltei em seguida e me virei para a janela verificando se estava aberta antes de falar qualquer coisa.

Me virei pra ele e semicerrei os olhos: - Você quer matar quem realmente merece não é? Pois então me mate. - Arqueei as sobrancelhas em desafio e cruzei os braços esperando uma resposta dele. Levantei o braço direito gesticulando com a sequência das minhas palavras: - Posso não ser um recordista da Irmandade, mas com certeza meu histórico é um dos poucos com relevância entre todos pela forma como matei. - Dei de ombros e me aproximei dele repetindo seu gesto de tocar com o indicador no peito dele.

- Tem ideia do quão hipócrita isso te torna? - Levantei a mão já aberta e me afastei com dois passos pra trás: - Mas quem sou eu pra questionar não é mesmo? Mas já que quer matar quem mereça e fez questão de falar quem matou, vou te mostrar algumas que salvei. Entra comigo. - Me virei e passei pelas cortinas brancas seguindo para o corredor até as escadas. Parei no pé da escada ouvindo vozes e sentindo as vibrações do local, captei cada uma das presenças antes de avançar quase que parecendo maluco por não descer as escadas. Suavizei um pouco o momento com um dar de ombros e descendo as escadas em espiral até o térreo, ou seja, degrau para um caralho mesmo.

Susan já viera do nada me abraçando como um cumprimento normal, beijou minhas bochechas e deu uma de mãe falando que estava muito magro e que precisava comer mais. Sorri revirando os olhos e me desvencilhando dela me virando para Sam: - Susan, este é Sam, um amigo do serviço. Sam, esta é Susan, uma das primeiras bruxas que salvei. Ela perdeu o marido num incêndio que fizeram na casa dela e por sorte foi nas férias, suas filhas estavam viajando pra casa da avó e ainda estão por segurança. Vamos ver as meninas.

A mulher que realmente poderia ser minha mãe pelos cabelos escuros e olhos claros me entregou a pasta que pedi. Susan saiu de vista um pouco nos deixando a sós e voltei a falar com o outro: - Essa é uma das casas da Irmandade na cidade que eu passei pro meu nome, sim, eu sou dono de quase tudo que era dos caçadores aqui, todos eles estão queimados, estraçalhados, foram usados em feitiços, ou serviram de comida para cães, porque eu não como porcaria. - Dei de ombros com a piada grosseira que fiz e entreguei a pasta para Samuel ver.

Virei a capa nas mãos dele e encerrei: - Se você quer mesmo matar quem merece, precisa saber onde colocar quem for salvar e principalmente saber que essas vítimas vão ser cuidadas e treinadas para se defenderem sozinhas. Eu não estou preparando uma guerra, mas apesar de todo o ego que eu possa ter pelas minhas habilidades de caçador e as mágicas, eu sou apenas um. Não tenho como estar em toda cidade tomando conta e lidando com todas as ameaças que aparecerem. Esse caderno estão registradas todas as bruxas e bruxos que resgatei nos últimos quatro meses. Não somos os X-Men, mas elas precisam de treino e muitas de proteção até saberem se defender. - Não sabia o quanto ele conhecia os lugares da Irmandade na cidade, mas só de saber que a casa era um deles e que nesse momento era moradia de várias bruxas já dava outro olhar para aquele ambiente, sem nem
muita mudança como mobília e cor nas paredes.

casa: https://s3.amazonaws.com/citybuzz/2015/11/garden-district-new-orleans-beauty/garden-district-new-orleans-1.jpg
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