[RP] A Different Kind of Little Red Riding Hood

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[RP] A Different Kind of Little Red Riding Hood

Mensagem por David Graham em Ter Mar 28, 2017 10:13 pm

A different kind of Little Red Riding Hood


Local: Pântanos
Clima: 18 Cº, tempo bom com lua cheia
Data/Hora: Sábado, 07 de janeiro, 00:30h
Classificação: +14
Descrição: Um caminho errado faz com que David vá parar no último lugar que poderia imaginar, trombando com uma misteriosa garota.



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I took a walk around the world to ease my troubled mind. I left my body lying somewhere in the sands of time, I watched the world float to the dark side of the moon. I feel there´s nothing I can do.

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David Graham
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Re: [RP] A Different Kind of Little Red Riding Hood

Mensagem por David Graham em Seg Abr 10, 2017 8:16 pm


Wrong Place, Right Time
Estar na estrada já tinha se tornado uma rotina para David, não porque ele quisesse, e sim porque era uma necessidade. Não era fácil ser um fugitivo, precisava estar sempre atento para não ser reconhecido, evitava chamar a atenção e nunca ficava muito tempo no mesmo lugar. Era exaustivo e o humano já estava cansado de tudo aquilo. Por sorte, seus poderes psíquicos o ajudavam a evitar boa parte dos problemas antes mesmo deles aparecerem, mas às vezes a sorte muda de lado e quando isso acontecia só restava a David enfrentar o perigo da melhor maneira possível. Fazia pouco mais de uma semana que estava viajando em direção a Mckinney, no Texas. Na verdade, não tinha um destino certo, tinha se tornado um andarilho, um nômade em fuga constante, mesmo assim, era melhor do que acabar sendo pego por algo que ele não tinha feito. Durante a viagem tinha feito apenas duas paradas, uma para abastecer o ônibus e outra para preparar seu jantar. Era uma vantagem poder levar sua casa para onde quer que fosse, desse modo não precisava dormir em hotéis ou comer em restaurantes de beira de estrada, bastava parar o ônibus em um lugar tranquilo e pronto. David estava concentrado na estrada, quando sentiu a atmosfera dentro do ônibus mudar rapidamente. Todos os pelos de seu corpo arrepiaram-se, mas ele não estava assustado, conhecia bem aquela sensação do mesmo jeito que já sabia quem era a presença que se manifestava ao seu lado. – Olá, vovó. – Desviou rapidamente os olhos da estrada, para observar o espectro esfumaçado que tomava a forma de uma senhora idosa.

Bernadette Austen ou simplesmente Birdie como era conhecida, tinha morrido de câncer na laringe quando seu neto tinha apenas doze anos, uma triste consequência devido ao seu excessivo hábito de fumar. Apesar de já estar morta há mais de quinze anos, ela não demonstrava a terrível aparência cadavérica da maioria dos fantasmas, seu corpo era pele e osso, enrugado e de uma palidez que deixava sua pele quase transparente. Os olhos eram de um branco leitoso, os lábios rachados e sem cor, e os cabelos tinham fios brancos e desgrenhados, mas apesar disso, Birdie continuava exibindo o velho bom humor de sempre. – Para onde vamos, agora? – Ela perguntou, olhando pela janela do velho ônibus. David ainda podia ver o orifício onde tinha sido feita a traqueostomia, lembrava-se de sua avó usando uma cânula naquele buraco para poder respirar. – Para o Texas. – Ele voltou a atenção para a estrada. Era tarde da noite e não havia muito movimento. – Texas? Pretende virar caubói, usar aqueles chapéus ridículos e botas de vaqueiro feitas de couro de cobra? – Birdie não parecia feliz com a decisão do neto, na verdade, andava bem preocupada com ele. – Por que não vai para uma cidade com pessoas animadas, sol e praia? Seria bom para você pegar uma corzinha, está parecendo um cadáver, Lukas. – Ela disse, obrigando o rapaz a tirar os olhos da estrada novamente. – A senhora ficou maluca? Eu estou fugindo, lembra? Não posso ir para uma cidade grande. E pare de me chamar de Lukas, meu nome agora é David. – O rapaz respondeu, sendo um fugitivo sabia que não era prudente usar seu nome verdadeiro. Precisava ter cautela, ficar longe das grandes metrópoles e evitar as rodovias mais conhecidas.

Ouviu sua avó soltar um resmungo de desaprovação. – Qual é o problema? Eu já estou morta, ninguém vai me escutar chamando você pelo seu nome verdadeiro. – Era um bom argumento, mas seu neto não concordava com ela. – A senhora também era médium, então sabe muito bem que existem seres por aí que podem vê-la e escutá-la perfeitamente. – Ele disse, sabia o quanto sua avó podia ser insistente com certas coisas. – Talvez seja melhor prestar atenção na estrada, querido. – O espírito alertou, mas era tarde demais. O ônibus virou uma curva e David só teve tempo de ver uma enorme sobra passando em frente ao veículo, ao mesmo tempo em que freou bruscamente. Os pneus cantaram e o médium sentiu o forte impacto da batida, arregalou os olhos e engoliu em seco enquanto o ônibus deslizava pelo asfalto até parar completamente. Ele nem piscou enquanto olhava a estrada através do vidro, seu coração parecia querer sair pela boca e o humano precisou de um tempo para se recuperar do susto. Estava muito escuro do lado de fora e David acendeu os faróis altos. Olhou em volta, mas não viu nada, então tomou coragem e decidiu sair, foi então que percebeu que Birdie tinha sumido. – Ótimo... Agora, ela desaparece. – Murmurou, balançando a cabeça. Respirou profundamente, abriu a porta do ônibus e saiu, aproximando-se com cuidado até a parte da frente. Ficou surpreso ao ver que não tinha nada ali, sendo um médium, às vezes as visões que tinha pareciam reais além da conta. De qualquer modo, sentia que aquilo não tinha sido uma visão e teve a prova ao ver o para-choque do ônibus amassado, além disso, o lugar todo parecia estar mergulhado em um profundo silêncio. Nenhum som de animais noturnos, apenas David em uma estrada deserta de um lugar pantanoso e uma lua cheia brilhando sobre sua cabeça confusa. De repente, ouviu o barulho de algo dentro da mata, parecia estar se distanciando e o rapaz correu em direção ao som, finalmente notando o rastro de sangue no acostamento. O sentimento de culpa apoderou-se de David, não sabia que tipo de animal tinha atropelado, mas tinha certeza que o pobre coitado estava sofrendo. Deixou a cautela de lado e enfiou-se pântano a dentro, correndo entre as árvores até perceber uma estranha silhueta desaparecer atrás de um enorme tronco caído no chão. Aquilo não era um espírito e muito menos sua imaginação lhe pregando peças. – Olá? – Ele chamou, mas só ouviu o som de folhas secas e gravetos se quebrando. Alguém estava se mexendo atrás daquele tronco. O médium deu dois passos para frente, sentindo uma estranha energia que parecia lhe puxar em direção ao tronco. Viu que alguém o espiava e não conseguiu esconder a surpresa ao ver que era uma garota.
Com: Arya Morrison
Vestindo: Isso || Música: Essa

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